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Trabalhadores do Comperj mantêm greve recusando propostas de empregadores

Data da publicação: 19/02/2014

Os trabalhadores da obra do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, região metropolitana do Rio, recusaram nesta terça-feira, em assembléia, a proposta de reajuste salarial de 7% apresentada pelos empregadores. A assembleia decidiu pela manutenção da greve, que começou há duas semanas para os 40 mil operários que trabalham no complexo. O diretor do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, falou a Imprensa da AEPET que: “o Comperj é um complexo de obras com milhares de operários onde por culpa da falta de fiscalização da Petrobrás nos contratos com as empresas tem uma série de irregularidades como a falta de água para os operários tomarem banho e para beber, além de comida estragada servida aos trabalhadores e de falta de pagamento salário há mais de um mês. Estes problemas encarecem ainda mais os custos da obra do Comperj e atrasam o cronograma de construção da refinaria por culpa da Petrobrás que não fiscaliza como deveria as empresas contratadas para fazer o serviço de construção do Comperj”, destacou Cancella. Os trabalhadores fizeram a greve, segundo os presentes, contra a vontade do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Pesada da Construção Civil que contratou seguranças armados para intimidar os trabalhadores e criou um problema que está sob investigação policial 81ª DP de Itaboraí.