De acordo com levantamento da empresa KPMG com 43 setores da economia brasileira, o número de fusões e aquisições no setor de óleo e gás, neste primeiro trimestre, registrou um aumento de 125% se comparado ao mesmo período do ano passado, já que, durante os três primeiros meses de 2014, foram concretizadas nove operações, contra quatro em 2013.
Para o economista Paulo Passarinho, apresentador do Programa Faixa Livre, antes de refletir apenas no aumento de capacidade industrial, o processo de concentração – e, possivelmente, de centralização do capital – deverá implicar em programas de valorização de ativos, que geralmente acabam em redução de pessoal para aumentar lucros.
“É uma tendência mundial, não apenas no setor petróleo. E isto se dá majoritariamente pelo poder das finanças. Basta ver que, assim como o BNDES, os bancos privados têm apostado em carteiras através das quais compram o controle acionário de empresas para auferir dividendos e lucratividade”, avalia, destacando que, por serem detentores de grande volume de capital, possuem também melhores condições de atuação nesse mercado.
“Isto desequilibra o jogo a favor de bancos e até de pessoas físicas, em detrimento do emprego e da economia como um todo”, resume.