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Petrobrás é a 10ª maior empresa do mundo

Data da publicação: 26/05/2014
Autor(es): Rogerio Lessa

A revista Forbes divulgou que a Petrobrás é a 10ª maior empresa do mundo, avaliada em US$ 180 bilhões (R$ 339,2 bilhões). No mesmo ranking, elaborado pela publicação, outras três petroleiras aparecem entre as 10 primeiras colocações, sendo que a Exxon Móbil ocupa a liderança – US$ 407,4 bilhões (R$ 768 bilhões). Cinco instituições financeiras e um conglomerado de empresas diversas completam a lista das 10 mais.

“A Petrobrás é a contra-prova do complexo de vira-lata”, define o ex-presidente da AEPET, Diomedes Cesário. “Quem visita a Petrobrás fica impressionado. A exemplo de outras, como Embrapa e Embraer, a companhia é uma prova de que precisam haver políticas soberanas de desenvolvimento e não fazer como pensa a elite submissa, que só quer viajar para Miami e explorar serviços dos brasileiros, sem pagar direitos”, acrescenta.

Para Cesário, é importante destacar que a Petrobrás, atualmente, é a petroleira que está fazendo os maiores investimentos. “É uma empresa que tem reservas, ao contrário de muitas do ramo, que gostariam de estar fazendo investimentos na área de exploração e produção.” O ex-presidente da AEPET argumenta que não é por acaso que quando a Petrobrás vai ao mercado internacional buscar financiamento lhes são oferecidos valores maiores que os solicitados.

Recomendando cautela em relação ao ritmo de produção, que deve atender aos interesses de longo prazo do país e não apenas ao objetivo de conseguir divisas através de exportações, ele observa que o valor de mercado de uma companhia está muito sujeito ao noticiário e jogos de interesse. “Antes de procurar exportar o máximo, é preciso primeiro mapear o verdadeiro potencial do pré-sal”, resume.

Quanto à política de preços do governo para os combustíveis, que tem reduzido o ganho potencial da Companhia, Cesário observa que a comparação com valores praticados internacionalmente deve ser feita com o preço do produto que sai da refinaria e não o valor final da venda nos postos. “O preço final é em grande parte determinado pelos impostos e isto varia muito de país para país.”

Sobre o número de petroleiras entre as 10 maiores empresas do mundo, o ex-presidente da AEPET afirma que o petróleo ainda é a matéria-prima que move o mundo, mesmo com o avanço de tecnologias alternativas. “Fala-se que EUA estão conseguindo alternativas, mas as previsões são bastante fantasiosas, até porque são extremamente danosas ao meio ambiente. Porém mesmo não fossem a demanda mundial por petróleo está crescendo muito. Países como Índia, China e outros estão puxando do consumo”, finalizou.