Fazendo coro ao defensores do livre mercado e da globalização, a Agência Internacional de Energia emitiu relatório confuso, onde afirma que a exigência de conteúdo local afeta a capacidade de produção da Petrobrás. Embora cite que essa exigência torna-se cada vez mais comum nos principais países produtores de petróleo, a Agência cita o México como “exemplo” positivo” ao limitar a exigência de conteúdo local em apenas 25%, numa proposta que deve ser aprovada em breve pelo Congresso daquele país.
Sílvio Sinedino, presidente da AEPET e conselheiro eleito do CA da Petrobrás, discorda do relatório da AIE, lembrando que um dos papéis da Petrobrás é o cooperar na para o crescimento sustentável do País.
“A Petrobrás já chegou a ter um cadastro com mais de 5 mil fornecedores nacionais, política que foi desmantelada na década de 1990. É papel da Companhia desenvolver tecnologias e repassá-las às empresas nacionais”, afirma.
No mesmo relatório em que acusa a exigência de conteúdo nacional, a AIE também afirma que a política de controle da inflação, através da regulação do preço dos combustíveis tem causado uma hemorragia de dinheiro, afetando diretamente a capacidade de investimento da Petrobrás.
“Com isto concordamos e tem sido a postura da AEPET de denunciar esta política nefasta para a Companhia. Se o governo quer controlar preços, que o faça com dinheiro da União, e não atingindo os cofres da Petrobrás, conclui Sinedino.