O Brasil encerrou o ano passado com a menor taxa de desemprego desde 2002. Aumentou o salário e o emprego com carteira assinada, mas também o número de pessoas que não querem trabalhar. O AEPET Direto ouviu a Professora da UFRJ, Denise Gentil, sobre a questão dos baixos indices de desemprego no Brasil. A economista afirmou que é paradoxal esta taxa de desemprego diferente do resto dos países do mundo. “Uma política econômica ortodoxa de superávit fiscal e com juros altos é compensada com uma política social que aumenta o poder aquisitivo da população brasileira. Na verdade o setor industrial encolheu neste período pesquisado, mas que foi compensado pela alta do emprego no setor de serviços. Pode-se dizer que a metodologia usada na pesquisa não seja a mais correta, mas os dados no período são os mesmos e portanto estão coerentes ao medir a taxa de desemprego atual”. Para Denise Gentil as políticas compensatórias de assistência social e de recuperação do poder de compra do salário mínimo e aumento da renda da população foram os grandes indutores da estabilização do desemprego no Brasil que geram abertura de vagas no setor de serviços que é majoritariamente de consumo do mercado interno brasileiro. O número de carteiras assinadas em 2013 subiu: passou dos 11 milhões e meio de trabalhadores, quatro milhões de pessoas a mais do que em 2003. Já a taxa de desemprego fechou o ano em 4,3%. O resultado foi o menor da série histórica da pesquisa, feita em Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre. Na média do ano, a desocupação ficou em 5,4%. Também o valor mais baixo da série. Segundo o IBGE, a taxa de desocupação permaneceu praticamente estável entre 2012 e 2013, já que a variação foi mínima: de 0,1 ponto percentual. Em comparação a 2002, quando a pesquisa começou a ser realizada, o estudo mostra uma evolução positiva do mercado de trabalho nas seis maiores regiões metropolitanas do país. O desemprego, que estava em 12,4%, ficou sete pontos percentuais menor em 11 anos, mas a pesquisa não trouxe apenas resultados positivos. O rendimento dos brasileiros caiu na comparação com novembro. Uma queda de 0,7%.