Na última sexta-feira, durante convenção nacional do PCdoB que renovou aliança política com o PT para as próximas eleições, a presidente Dilma Rousseff defendeu a contratação direta da Petrobrás para exploração do excedente de petróleo encontrado na cessão onerosa em áreas do pré-sal, aprovada na semana passada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). No mesmo evento, Dilma frisou que “a Petrobrás não se transformará em ‘Petrobrax’ nunca”.
Favorável à contratação direta da Petrobrás, o professor Ildo Luís Sauer, diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (IEEUSP), recomenda, no entanto, cautela em relação à postura do governo. Segundo Sauer, tal atuação pode estar influenciada por objetivos eleitorais. que a posição dos brasileiros em relação
“A decisão foi tomada neste momento de deflagração eleitoral e sem um debate público sobre volumes, limites e valores. O proprietário verdadeiro do petróleo é a população brasileira e ela precisa saber o total das reservas, sendo a Petrobrás encarregada de concluir o processo exploratório.” Para Sauer, seria difícil, juridicamente, seguir outro caminho neste caso. “Talvez o governo tenha sido obrigado a fazer isso, por causa do imbróglio em que se meteu ao conceder campos com volume maior que o contratado e agora quer faturar politicamente.”