Governo deve autorizar alta nos combustíveis este mês
O governo cedeu e deve, finalmente, autorizar a Petrobrás a elevar o preço dos combustíveis este ano para cobrir parte da defasagem em relação ao mercado internacional. Ao mesmo tempo, dará aval à estatal para implementar uma nova política de preços a partir do ano que vem. A metodologia apresentada pela presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, no entanto, poderá sofrer ajustes. Segundo um interlocutor da equipe econômica, um aumento pode ser concedido este mês, sem pressionar a inflação. O percentual ainda está sendo discutido. A tendência é que a nova metodologia seja aprovada no dia 22, mas só valeria a partir de 2014.
Segundo essa fonte, embora haja preocupação com a implementação de uma fórmula que implique reajustes automáticos (como quer a Petrobrás), predomina agora o entendimento de que a companhia realmente precisa de uma política de preços, diante da necessidade de realizar pesados investimentos. A metodologia será, então, um indicador importante, no sentido de dar maior previsibilidade aos negócios da empresa.
A forma como a Petrobrás apresentou a ideia – uma proposta pronta para entrar em vigor – desagradou a integrantes da equipe econômica, que vinham trabalhando em um cálculo alternativo. Mas fontes do Palácio do Planalto ainda trabalham com a hipótese de que a metodologia da Petrobrás seja aceita. A fórmula será aprovada em reunião do Conselho de Administração, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no dia 22.
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Petrobrás lança novos programas socioambientais
A presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, lançou hoje (5/11) o novo Programa Petrobrás Socioambiental que investirá R$ 1,5 bilhão, entre 2014 e 2018, em projetos sociais, ambientais e socioesportivos. Durante a cerimônia, a presidente ressaltou que “os investimentos nessas áreas precisam ser permanentes, precisam de uma empresa que continue investindo.”
“Cerca de 98% do que fazemos é investimento no Brasil, 65% deste investimento é produzido no país. Seja em inteligência, seja em equipamentos. Acredito que a Petrobrás se dedica a fazer do Brasil o país que a gente sonha,” destaca Graça Foster.
De acordo com o diretor Corporativo e de Serviços da Petrobrás, José Eduardo Dutra, a empresa que há 60 anos enfrenta desafios, hoje é reconhecida por sua capacidade tecnológica e pelo compromisso com a sustentabilidade: “A Responsabilidade Social é um dos pilares de negócios da Petrobrás.”
As iniciativas deverão abranger sete linhas de atuação: produção inclusiva e sustentável, biodiversidade e sociodiversidade, direitos da criança e do adolescente, florestas e clima, educação, água, e esporte. Além destes temas, as iniciativas devem contemplar a equidade de gênero e de raça, e a inclusão de pessoas com deficiência. Mais informações sobre o novo programa e suas diretrizes podem ser conferidas no site www.petrobras.com.br/socioambiental.
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Seminário sobre o Sistema Internacional da Dívida
Entre os dias 11 e 13 de Novembro será realizado em Brasília um Seminário Internacional sobre a Dívida. O evento irá reunir especialistas de vários países sobre a questão do endividamento público no sistema internacional. O encontro será realizado no Senado Federal e no Auditório da Reitoria da Universidade de Brasília. Para se inscrever no Seminário entrar em contato com o email: sistemadadivida@gmail.com e para maiores informações entrar no site: wwww.auditoriacidada.org.br.
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Lançamento do livro “Uma mulher de luta” sobre Maria Augusta Tibiriçá
Na 2ª feira (11/11) às 18h30 será lançado o livro do Professor Lincoln de Abreu Pena que é uma biografia da ex-Presidente do Modecon, Maria Augusta Tibiriçá Miranda, que tem o título “Uma Mulher de Luta”. Uma grande lutadora em defesa do petróleo Maria Augusta Tibriçá fez parte da campanha “O Petróleo é nosso” nas décadas de 40 e 50 do século passado. O lançamento será na Livraria Blooks que fica na Praia de Botafogo, 316/Galeria.
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O leilão do Pré-sal e o Sistema Internacional
Por Mauricio Metri
Do ponto de vista geopolítico, foi durante a Primeira Guerra Mundial que o petróleo adquiriu importância estratégica. Ao converter a matriz energética de sua marinha, passando do carvão para o óleo combustível, a Inglaterra consolidou uma vantagem importante para o próprio resultado do conflito. Não por outra razão, França e Inglaterra celebram um acordo secreto, Sykes-Picot, em 16 de maio de 1916, arbitrando suas áreas de influência no Oriente Médio. Desde então, a questão da segurança energética em relação ao acesso às fontes de petróleo se consolidou na agenda das grandes potências.Os Estados Unidos, apesar de terem sido o principal produtor e exportador de petróleo desde o final do século XIX, abastecendo as tropas aliadas durante a Segunda Guerra Mundial, reivindicaram, como potência vitoriosa em 1945, o redesenho do tabuleiro do Oriente Médio. Sabiam que o centro de gravidade da produção mundial de petróleo iria se dirigir para o Oriente Médio, conforme advertiu o relatório de 1944 do geólogo DeGolyer. No retorno da Conferência de Yalta, em fevereiro de 1945, o então presidente Roosevelt desembarcou no Canal de Suez para um breve encontro com a autoridade saudita, Ibn Saud, consolidando as ações de aproximação deflagradas em 1943 e a presença de fato dos Estados Unidos na Arábia Saudita em contraposição à própria Inglaterra.
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COTAÇÃO DO PETRÓLEO
O barril Tipo Brent estava em US$ 106,23 nesta 3ª feira (05/11). Por seu lado o óleo leve negociado em Nova Iorque foi para US$ 94,62 o barril (Oil-Price.Net).
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