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A resposta de Sinedino

Data da publicação: 07/07/2014

Prezados Companheiros e Companheiras,

Estava em licença médica por uma cirurgia de catarata realizada em 30/06 e só hoje, 07/07, voltei ao trabalho.

Quero deixar claro que SEMPRE defendi o uso do Art.12 da Lei da Partilha que autoriza o Governo a contratar diretamente a Petrobrás para a exploração de áreas petrolíferas estratégicas, como é o caso.

Inclusive já defendíamos esse uso para o Campo de Libra, que o Governo, para fechar suas contas de superávit primário de 2013, decidiu leiloar, leilão este que acabou com apenas um lance que ofereceu o mínimo legal para a parte do Governo.

Então é uma absoluta calúnia dizer que fui contra a recente contratação direta!

O que fui contra, e continuo sendo, é obrigar a Petrobrás a pagar ainda este ano R$2 bilhões, já que a situação financeira da Companhia não é boa, exatamente pelo controle de preços dos derivados que o Governo obriga, na vã tentativa de assim controlar a inflação, o que todos sabem que a médio prazo não funciona.

Por que a Petrobrás não pode pagar sua parte mais a frente quando tiver melhor situação financeira?

Outro aspecto relevante é esta operação ter sido feita à revelia do Conselho de Administração (CA), órgão máximo da Companhia, que soube da notícia pelos jornais. Como é possível aceitar que uma operação dessa relevância não seja do conhecimento do CA?

Para que valha a pena termos um representante dos trabalhadores eleito para o CA é imprescindível que este órgão seja valorizado e tenha poder, do contrário de que serviria nosso representante?

Assim, entendo que a defesa do papel estratégico do CA é também minha função como representante dos trabalhadores.

Essa é minha posição em relação ao presente caso.

As calúnias que me foram publicamente dirigidas serão cobradas judicialmente aos (ir)responsáveis.

Assim que conseguir que minhas mensagens aos trabalhadores não sejam mais bloqueadas pela Petrobrás, o que tem ocorrido, enviarei esclarecimento a toda a Categoria.

Um abraço a todos do
Silvio Sinedino.