Segundo a Agência Internacional de Energia, entre 2020 e 2030, a produção total de petróleo no Brasil será de 5,2 milhões de barris/dia. Deste total, o pré-sal responderá por 3,2 milhões. Já a demanda média de derivados chegará a 3,4 milhões de barris/dia. Nesta conta, o Brasil terá excedente de 1,8 milhão de barris de petróleo por dia, o que deverá colocar o país no seleto grupo de países exportadores de petróleo.
Ainda de acordo com a Agência, o Brasil será em 2035 o sexto maior produtor de petróleo no mundo, com a participação de 6,1% no cenário internacional.
Já o vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira acredita que a produção será ainda maior, entre 6 e 7 milhões de barris/dia, com uma demanda de 4 milhões. Para ele, entretanto, o papel de exportador só será, realmente, benéfico para o País, se este papel for exercido pela Petrobrás.
“Dessa forma, o Brasil ficaria com 70% do valor exportado. Mas se prevalecer o modelo de Libra, este número cairá para menos de 40%”, critica Siqueira.
O vice-presidente da AEPET afirma que só a Petrobrás será capaz de promover uma produção racional, de acordo com as necessidades estratégicas do país, o que garantiria a manutenção do cenário exportador por mais de 30 anos.
“Entretanto, se ficar na mão das empresas estrangeiras e sem controle, o petróleo do pré-sal pode se exaurir entre 10 e 15 anos”, alerta Fernando Siqueira.