Em depoimento à CPI da Petrobrás, o ex-diretor de Abastecimento da Companhia, Paulo Roberto Costa, acusou a PDVSA pelo atraso e gastos excessivos na construção da refinaria Abreu e Lima. Costa reconheceu que mantinha mais de R$ 1 milhão em espécie na sua casa, mas frisou que a Petrobrás “não é uma organização criminosa”.
O diretor do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, observa que “todos sabemos que a Petrobrás é uma empresa séria, que a corrupção está presente em qualquer grande empresa do mundo capitalista”. Cancella, no entanto, cobrou da imprensa e das autoridades competentes a identificação não apenas dos corruptos, em qualquer episódio, mas também dos corruptores.
“No Brasil, a corrupção parece se alastrar com mais facilidade por causa dessa restrição ao debate, dessa exclusão da figura do corruptor. É preciso identifica-lo e, sobretudo, apontar a que interesses ele serve”, ratifica o diretor do Sindipetro-RJ, reprovando o que classifica como “denúncias meramente eleitoreiras”.