O conselho de administração da Petrobrás aprovou na última sexta-feira a venda de ativos no valor de US$ 2,1 bilhões. As operações fazem parte do plano de desinvestimentos 2013-2017 e estão todos sujeitos à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e órgão reguladores.
A estatal fechou contrato para a venda de sua participação de 35% no bloco BC-10, conhecido como Parque das Conchas, ao grupo Sinochem, por US$ 1,54 bilhão. Esse bloco está localizado na Bacia de Campos e tem como sócios a Shell, que é operadora, com 50% de participação, e a ONGC, com 15%.
A companhia também vai vender a totalidade das ações da Petroquímica Innova, no Rio Grande do Sul, para a Videolar por R$ 870 milhões (ou cerca de US$ 372 milhões). Os compradores assumirão aproximadamente R$ 23 milhões em dívidas.
Outra operação anunciada há pouco foi a assinatura de contrato para venda de sua participação em três blocos no Golfo do México, por US$ 185 milhões. Os blocos – MC 613 (Coulomb), GB 244 (Cottonwood) e EW 910 – já são todos produtivos, de acordo com companhia.
Por fim, a Petrobrás informou que vai vender ainda 20% do capital votante da Companhia Energética Potiguar por R$ 38 milhões, para a Global Participações em Energia, que é a controladora do empreendimento.
A AEPET considera equivocada a decisão da Petrobrás de vender seus ativos. A justificativa da companhia tem sido a de gerar recursos para investimento em áreas prioritárias como as refinarias e o pré-sal. Contudo, é importante lembrar que a Petrobrás já descobriu mais de 50 bilhões de barris de petróleo no pré-sal e, portanto, não há razão para ter pressa para exploração e produção. Cabe ressaltar que o açodamento em desfazer-se de ativos importantes contribui para sua desvalorização no mercado e rebaixa os lucros com as vendas.