A política de “desinvestimento” da Petrobrás segue abrindo espaços para as concorrentes. Nesta semana, Cemig e a espanhola GasNatural anunciaram a criação de uma holding para controlar as distribuidoras de gás canalizado, com mais de um milhão de consumidores em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, e concorrendo diretamente com a Comgás, da Cosan. Assim, elas passam a disputar o mercado que será aberto com a retirada gradativa da Petrobrás do mercado.
Para o presidente da AEPET, Sílvil Sinedino, mais uma vez a necessidade de recursos da Petrobrás faz com que a companhia siga o caminho equivocado de vender os ativos.
“Está provado que esta estratégia não resolve os problemas da Petrobrás. A empresa se canibaliza, expondo-se a maus negócios”, afirma Sinedino.
No fim da década de noventa, a Petrobrás comprou participação na grande maioria das distribuidoras estaduais de gás canalizado, numa política de fomentar o mercado consumidor.
“Ao focar exclusivamente no pré-sal, a Petrobrás está deixando de ter participação importante em vários outros segmentos do negócio do petróleo”, conclui Sinedino.