Notícia

Greve na Educação

Data da publicação: 02/10/2013

Nota da AEPET sobre o confronto entre professores e a PM

O desrespeito dos governantes e legisladores para com os profissionais da educação do município do Rio de Janeiro ultrapassou todos os limites. Nesta 3ª feira(01/10) foi aprovado o Projeto de Cargos e Salários dos Professores na Câmara de Vereadores do Rio. Mesmo sabendo do posicionamento categórico do Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (SEPE/RJ) e da greve que já dura mais de 2 semanas, os vereadores aprovaram a proposta do Prefeito Eduardo Paes, que trata de forma diferenciada os professores, implantando, entre outras propostas repudiadas pelos professores, a questão da multifuncionalidade.

Com isto, o clima se acirrou e houve vários confrontos entre profissionais da educação e policiais militares no centro do Rio. Num país que deseja chegar ao primeiro mundo nas condições de vida da sua população, os governantes deveriam tratar com mais urbanidade aqueles que educam o futuro do povo brasileiro. A polícia reprimiu violentamente o protesto de uma categoria profissional que presta um serviço essencial para a qualidade de vida de todos os habitantes da cidade do Rio de Janeiro.

As cenas de selvageria demonstram que não há condições para a segunda maior capital do Brasil sediar uma Olimpíada. Mais do que isto, mostram o descaso dos governantes e legisladores para com os problemas sociais graves que nos assolam. Comprovam sua incapacidade de ouvir os segmentos sociais que se mobilizam e têm propostas para a organização da sociedade e do ensino em nossa cidade. Deixam patente que a democracia é uma falácia que só é utilizada contra os interesses do povo e que a Câmara dos Vereadores é um instrumento de pressão do Prefeito.

Não é com a polícia e repressão, bombas de efeito moral e armas de choque que as autoridades irão resolver os conflitos sindicais e sociais da nossa cidade e do nosso estado. Todos os países que conseguiram dar um salto de qualidade nos seus indicadores sociais e econômicos, o fizeram através de investimentos no setor educacional. Com as atuais más condições de salário e de trabalho dos professores não somente no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil, não haverá milagre para o povo brasileiro sair do atraso em que vive.

A Diretoria da AEPET presta a sua solidariedade aos profissionais de ensino do município do Rio de Janeiro e repudia a repressão violenta das forças policiais do governo do estado que age claramente como instrumento do projeto de privatização da educação rebaixando os professores ao ensino mercadológico.