Estas foram as palavras de Eduardo Campos no início da sua campanha presidencial.
A trágica morte de Eduardo Campos, ex-deputado federal, ex-ministro de Estado, ex-governador de Pernambuco e que postulava à Presidência da República, priva o Brasil da experiência de um jovem político (tinha apenas 49 anos), que tinha no nacionalismo e no desenvolvimentismo suas principais bandeiras. Duas trágicas coincidências: ele morreu no mesmo dia do seu avô, Miguel Arraes; e não foi o primeiro político pernambucano nacionalista e esperança de renovação da esquerda a falecer tragicamente em um acidente de avião. Companheiro de seu avô, Miguel Arraes, o senador e então Ministro da Reforma Agrária, Marcos Freire, morreu quando a aeronave em que estava explodiu logo após a decolagem, em oito de setembro de 1987, no sul do Pará. A morte de Campos frustrou aquela parcela do eleitorado que queria sair da dicotomia PT/PSDB.
A diretoria da AEPET externa seu mais profundo pesar à família e aos seus correligionários. E espera que os princípios preconizados por Campos na defesa da soberania nacional estejam em primeiro plano nas propostas dos candidatos à presidência.