“Apesar do diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, integrar o time de lobistas do IBP, Fiesp, Onip, a favor do cartel internacional do petróleo, neste artigo ele acerta quando fala da atuação desastrosa do Governo em relação à Petrobrás e Eletrobrás. Ele diz: “nos últimos anos, as duas estatais têm sido vítimas de uma política equivocada e, porque não dizer, irresponsável, que levou a uma descapitalização das empresas, comprometendo investimentos futuros e o papel que irão desempenhar daqui para a frente na economia brasileira”. Os dados do artigo estão bem próximos da realidade, mas o articulista tem uma “recaída neoliberal” quando diz: …”a dívida da Petrobrás que era R$ 94 bilhões em 2009, caiu para algo em torno de R$ 56 bilhões em 2010, devido ao processo de capitalização chegou a mais de R$ 200 bilhões no fim de 2013″. E acrescenta: “O que assusta e chama a atenção é que, apesar de a dívida ter sido multiplicada por quatro, a produção de petróleo não cresceu nos últimos anos e até caiu”. Ora, como professor e “analista de energia, petróleo incluído, o Adriano sabe muito bem que o endividamento devido à capitalização só vai ter efeito dentro de 5 anos, que é o tempo médio de por em produção petróleo em aguas ultraprofundas. Portanto, iniciado em 2010, somente de 2015 em diante se pode ter resultados deste endividamento. Como querer que a produção deslanche em 3 anos? Além disto, é bom lembrar que os campos antigos perdem produção da ordem de 4 a 5% ao ano, O pré-sal tem suprido essa queda. Hoje, já se produz 360 mil barris por dia no pré-sal. Em 2020, se espera produzir 1,5 milhão. Mas Adriano se redime no restante, inclusive quando estima que a ação eleitoreira do Governo em obrigar a Petrobrás a importar gasolina a R$ 1,72/litro e vender para as distribuidoras suas concorrentes a R$ 1,42, já resulta num prejuízo da ordem de R$ 50 bilhões para a Petrobrás só no Governo Dilma, ou seja, dava para a Petrobrás comprar 3 campos de Libra. Mas o Governo gosta mais da Shell!”