A Petrobrás registrou um vazamento de petróleo, gás natural e de sulfeto de hidrogênio em uma de suas plataformas no dia 21 de janeiro, disse o sindicato dos petroleiros.
O vazamento na plataforma P-7, no campo de Bicudo, na Bacia de Campos, a nordeste do Rio de Janeiro, aconteceu quando os trabalhadores estavam testando um poço ligado à plataforma. Com a pressão, seis parafusos de um medidor de calibração foram arremessados, afirmou o sindicato em comunicado divulgado em seu site na segunda-feira.
Os trabalhadores levaram 30 minutos para controlar o vazamento, segundo o Sindipetro Norte-Fluminense. “Por sorte, ninguém foi atingido”, disse o diretor do sindicato Marcos Breda à Reuters. “Ninguém ficou ferido, mas a gás natural e sulfeto de hidrogênio são tóxicos, e poderiam ter explodido se houvesse uma fonte de calor. Isto poderia ter sido muito mais grave. Não houve derramamento de óleo no oceano”, disse Breda.
A Petrobrás não respondeu aos pedidos por e-mail e telefone para comentar o assunto. Uma série de acidentes em plataformas mais antigas da Petrobrás na Bacia de Campos levou o governo a forçar a empresa a realizar manutenção de emergência em muitas unidades de produção mais antigas. Isso ajudou a reduzir a produção e receita da estatal por dois anos.
Uma série de acidentes em refinarias também forçou a empresa a importar mais combustíveis como diesel e gasolina recentemente. O sulfeto de hidrogênio é um gás tóxico encontrado em poços de petróleo e gás natural.
A P-7 está em operação há três décadas, e é uma das mais antigas da Petrobrás. A plataforma, localizada a 120 quilômetros da costa, registrou um acidente de 2001, que resultou no derramamento de 164 barris de petróleo no oceano.