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Abraço ao Edise dá recado a especuladores e políticos oportunistas

Data da publicação: 28/05/2014
Autor(es): Rogerio Lessa

A greve dos rodoviários do Rio e a chuva que caiu sobre a cidade durante toda a manhã de quarta-feira (28) não impediram que militantes de diversas entidades formadoras de opinião se reunissem em frente ao Edifício Sede da Petrobrás (Edise) para abraçá-lo em um gesto simbólico de defesa da Companhia e de repúdio, liderado pelos petroleiros, à ação orquestrada por especuladores e agentes da baixa política.

“Os petroleiros estão indignados por serem taxados de corruptos. Não fomos nós que nomeamos os dirigentes da Companhia”, afirmou o presidente da AEPET, Silvio Sinedino, que é representante eleito dos funcionários no Conselho de Administração da Petrobrás.

Sinedino indaga sobre a origem do interesse em prejudicar a maior empresa do país. “Não são os trabalhadores os interessados no enfraquecimento da Petrobrás. As denúncias de corrupção estão sendo usadas para tentar privatizar uma empresa que é a locomotiva do desenvolvimento da nação”, criticou.

Fernando Siqueira, vice-presidente do Clube de Engenharia e também da AEPET, ressaltou que o ato cumpriu seu objetivo de ser “um desagravo a uma grande empresa que tem sido vítima de uma campanha sistemática em favor de interesses alheios aos objetivos do país”. Para Siqueira, a presença de lideranças de diversas entidades dos trabalhadores e da sociedade civil em geral mostra o prestígio da Petrobrás junto aos formadores de opinião. “É uma empresa estratégica, com 88 mil empregados, que não pode ser desmoralizada por dois ou três indivíduos que não primam pela ética”, resumiu.

Na luta em defesa da Petrobrás o mais importante é definir o inimigo, argumentou o ex-deputado estadual Raimundo de Oliveira, da Casa da América Latina. “O grande império quer tomar conta da Petrobrás. Esta campanha não é por acaso, pois a Companhia é um ‘mau exemplo’ para especuladores, pois mostra que uma empresa pública pode ser eficiente e gerar desenvolvimento”, disse, acrescentando que a estatal brasileira do petróleo é destaque em qualquer congresso mundial do setor.

Já o ex-deputado federal constituinte Ricardo Maranhão (PSB-RJ), que foi presidente e atualmente é conselheiro da AEPET, destacou que, apesar de não ser contra nenhuma CPI, os líderes dessa iniciativa “são os mesmos que lançaram o slogan ‘O Petróleo é vosso’ e que desejam atingir a empresa para favorecer especuladores”. Maranhão lembrou que a campanha sistemática trouxe o preço das ações de R$ 46 para R$ 13. “Os especuladores compraram na baixa, sabendo que a tendência é subir.”

Francisco Soriano, do Sindipetro-RJ e também conselheiro da AEPET, acrescentou que os inimigos da Petrobrás sempre disseram que o petróleo não tem que ser nosso. “Sempre fizeram o jogo do perde e ganha, em sua luta para privatizar a Petrobrás. Estamos ganhando deles desde 1947, ano da campanha. Agora estão usando a bandeira da moralidade para continuar atacando a empresa”, criticou, acrescentando que os detratores da Petrobrás não têm moral para defender nem a Petrobrás, nem o Brasil ou os direitos do povo brasileiro.