Em 2013, a contribuição econômica da Petrobrás ao país, medida pela geração de impostos, taxas e contribuições sociais, totalizou R$ 99 bilhões. Somente em ICMS recolhido, a Companhia injetou R$ 43,38 bilhões nos cofres públicos. Em pagamentos de PIS/Cofins (impostos federais), a participação foi de R$ 15,85 bilhões, em 2013, ao Governo Federal. Em relação ao Imposto de Renda, a contribuição foi de R$ 4,6 bilhões. Já em royalties e participações especiais, foram pagos R$ 30,2 bilhões no país.
Por causa da imensa importância estratégica da Petrobrás, o ex-deputado federal Ricardo Maranhão, que é conselheiro da AEPET, sublinha que a estatal não pode ser usada para políticas de governo, e sim nas iniciativas de Estado. Ele destaca, particularmente, os efeitos nocivos do uso das tarifas de combustíveis, que têm sido represadas a pretexto de controlar a inflação.
“Esta política já está causando danos à saúde financeira da Companhia e, no futuro, pode prejudicar o país, em vez de ajudá-lo. Somente a atividade de revenda de combustíveis, exercida por pequenos e médios empresários brasileiros, em mais de 40 mil postos de serviço, mantém ativos mais de 400 mil trabalhadores”, lembrou, acrescentando que a indústria naval, “praticamente morta, por duas décadas”, renasceu a partir de 2003, empregando hoje mais de 80 mil trabalhadores diretos.
“Em 2013 a PETROBRÁS pagou R$ 15,057 bilhões em “royalties’, contemplando 932 municípios em 18 estados. No mesmo ano foram pagos R$ 15,161 bilhões em participações especiais”, contabiliza o conselheiro da AEPET. “No que tange a projetos sociais, ambientais, educacionais e esportivos, foram aplicados quase R$ 520 milhões, em 830 projetos”, finalizou.