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Mentiras sobre a Petrobrás começam a ser desmontadas

Data da publicação: 17/07/2014

Nos últimos quatro meses, o valor de mercado da Petrobrás foi elevado em mais de 50%. Independentemente do resultado das eleições, o banco Goldman Sachs manteve recomendação de compra para os papéis da Companhia e aumentou, de R$ 22 para R$ 24,2 o preço-alvo das ações preferenciais, incluindo a Petrobrás em destaque entre as empresas de energia na América Latina.

O fato não mereceu o devido destaque na mídia e nem sequer foi comentado por seus analistas. O ex-deputado federal Ricardo Maranhão, que é conselheiro da AEPET, observa que não é possível enganar a todos o tempo todo. “A recomendação do Goldman Sachs sinaliza que já não é mais possível mentir em relação à Petrobrás. Outras avaliações positivas ainda virão”, projeta.

Ele critica aqueles que, conscientemente ou não, insistem em olhar apenas para o curto prazo. “Os dados devem ser bem avaliados. O endividamento da Petrobrás, por exemplo, é para cumprir o maior plano de negócios do mundo, para construir refinarias e navios que vão permitir que a Companhia multiplique sua produção”, argumenta, prevendo que o aumento da produção irá sanear a empresa, mesmo que após a eleição o governo mantenha a política de segurar os preços dos combustíveis a pretexto de controlar a inflação.

O ex-deputado frisa que não é saudável nem mesmo para o capitalismo entregar ao mercado o destino de mercados especulativos. Ele espera que iniciativas como a criação do Banco dos Brics ajudem a mudar a arquitetura financeira mundial, com mais regulação. “Os grandes centros de poder mundiais estão mudando, mesmo que parcialmente. O Banco dos Brics é de uma importância extraordinária, pois o grupo é formado por cinco países que detêm 40% da população mundial e respondem por 20% do PIB”.

O conselheiro da AEPET acrescenta que o grupo está criando mecanismos de reservas cambiais para financiar infraestrutura não apenas nos países membros, mas também “de outras nações que pretendem se livrar da dependência de agências como FMI e Banco Mundial, que impõem receitas terríveis para liberar financiamentos, exigindo inclusive a entrega da soberania”, resume.