Notícia

Mudança em valor de contrato é indício de irregularidade

Data da publicação: 30/07/2014
Autor(es): Rogerio Lessa

“A redução do valor do contrato à praticamente metade demonstra que deve realmente haver alguma irregularidade”. O comentário é do presidente da AEPET, Silvio Sinedino, sobre a decisão da Justiça do Rio, que acatou denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o ex-diretor da Petrobrás Jorge Zelada, o diretor de contratos da Construtora Norberto Odebrecht, Marco Antônio Duran, e mais sete funcionários e ex-funcionários da Petrobrás. Eles serão julgados por fraude em licitação feita pela empresa em 2010.

Originalmente, o valor do contrato era de US$ 825,6 milhões, mas, após auditoria feita em 2011, a Petrobrás foi levada a renegociar com a Odebrecht uma redução no valor global, que caiu para US$ 487 milhões.

Zelada assumiu a diretoria internacional da Petrobrás em 2008, em vaga deixada por Nestor Cerveró e saiu em 2012, meses depois de Graça Foster ter assumido a presidência da Petrobrás em lugar de José Sérgio Gabrielli.

Sinedino, que é representante dos funcionários no Conselho de Administração da Petrobrás pondera que a rápida exoneração de Zelada da Diretoria Internacional também aponta para o reconhecimento, por parte da Companhia, de que havia irregularidades no negócio.