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AEPET Direto 17/09/2013

Data da publicação: 17/09/2013

Plenária de mobilizações contra os leilões em SP

Uma plenária realizada nesta sexta-feira (13), em São Paulo, definiu uma agenda de mobilizações para “barrar a entrega do campo de Libra, no pré-sal, a preço de banana às multinacionais”. Sejam elas estadunidenses ou chinesas.

No evento, lideranças da CUT, CGTB, CTB, FUP (Federação única dos Petroleiros), MST (Movimentos dos Trabalhadores sem Terra), MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), e de inúmeras entidades populares qualificaram o leilão – marcado pela Agência “Nacional” do Petróleo (ANP) para o dia 21 de outubro – como “crime de lesa-Pátria” e sublinharam a necessidade do seu imediato cancelamento para “garantir a soberania do nosso povo sobre os recursos naturais estratégicos”.

Os dirigentes presentes no Instituto Salesiano Pio XI aplaudiram a nota “Não ao leilão de Libra”, aprovada unitariamente pelas centrais sindicais em reunião na última quarta-feira (11) na UGT. Conforme o documento, “não bastasse o conjunto de irregularidades que está contido nesse leilão – como, por exemplo, passar por cima dos fundamentos da lei de partilha (nº 12.351) aprovada pelo Congresso Nacional -, a espionagem da agência norte-americana NSA sobre a Petrobrás transformou o leilão em jogo de carta marcada, favorável às multinacionais”. “Isso é um verdadeiro atentado contra a soberania nacional, o desenvolvimento do Brasil e o futuro de nosso país”, sublinha o manifesto.
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Concessão ou entrega? A polêmica do poço de Libra

Há outro debate sobre a política energética na conjuntura desses dias: o leilão de concessão de poços de petróleo, particularmente o poço de Libra na Bacia de Santos. Esse debate ganhou ainda mais espaço na grande mídia depois das revelações de que o governo americano através de suas agências de inteligência – NSA e CIA – espionou a Petrobrás.

Suspensos desde 2008, os leilões de petróleo foram retomados em maio deste ano pelo governo de Dilma Rousseff. O monopólio estatal foi extinto no país pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Sem monopólio, a exploração de petróleo é feita a partir de três tipos de contratos entre empresas e o Estado: concessão, contrato de partilha e contrato de serviços. No caso do leilão anunciado para outubro o regime anunciado é o de partilha da produção, pelo qual o governo recebe uma parte do óleo a ser produzido pela empresa concessionária.

Sobre esse leilão, comenta Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, em entrevista ao IHU: Se for feita uma enquete nas ruas do Brasil, de norte a sul, perguntando ao povo: O que você acha sobre o leilão de Libra, que irá acontecer em 21 de outubro próximo? Será constatado que 99% da população desconhece o que é Libra. Um assunto tão relevante mereceria, no mínimo, um plebiscito bem organizado para a decisão ser tomada?
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Pré-sal e o neoentreguismo
Por Paulo Kliass

21 de outubro: esse é o dia que a ANP estabeleceu para que se apresentem os interessados na exploração do campo Libra. São 15 bilhões de barris a serem retirados com risco praticamente nulo para o consórcio vencedor, uma vez que a Petrobrás já perfurou e encontrou o óleo. O Brasil merece uma solução mais inteligente e menos danosa ao nosso patrimônio.

As denúncias envolvendo as atividades de espionagem, contra-informação e bisbilhotagem patrocinadas pelo governo norte-americano em nossas terras têm criado situações bastante desconfortáveis para a diplomacia. O constrangimento e a desfaçatez são tão grandes que até mesmo a visita de nossa Presidenta aos EUA está sendo colocada em compasso de espera, aguardando algum gesto da parte de Obama. A lista começa com as primeiras suspeitas envolvendo a solicitação de dados das empresas gestoras das chamadas “redes sociais” e chega até a confirmação de gravação de conversas e outras formas de comunicação de integrantes de alto escalão do governo brasileiro, a começar pela própria Dilma.
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Concluídas as obras da P-55

Foram concluídas, esta semana, as obras da plataforma semissubmersível P-55. Amanhã, 17/09, serão iniciados os testes de inclinação da plataforma e, após essa etapa, a P-55 seguirá para o Campo de Roncador, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro.

Projeto integrante do Módulo 3 do Campo de Roncador, a P-55 ficará ancorada a uma profundidade de cerca de 1.800 metros e será ligada a 17 poços, sendo 11 produtores e seis injetores de água. A exportação de petróleo e gás natural da plataforma será realizada por dutos submarinos acoplados à unidade.

Com 52 mil toneladas, 10 mil m² de área, a P-55 é a maior plataforma semissubmersível construída no Brasil e começará a produzir em dezembro de 2013. Com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo e tratar 4 milhões de metros cúbicos de gás por dia, a plataforma é uma das maiores semissubmersíveis do mundo.
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Somos o “Povo Petrobrás”
Por Paulo Metri

Esqueceram o que é ser soberano. Foram tantos anos de vassalagem que os governantes brasileiros não sabem mais ficar erguidos.

O processo de humilhação do povo brasileiro por governantes envergonhados por liderarem um “povo atrasado”, começou com o Collor. Ele fez questão de dizer que o grande sonho de consumo nacional eram “carroças” e não prestavam.

No entanto, o sonho do verdadeiro carro nacional, ele não perseguiu e possivelmente nunca mais será concretizado. Continuamos sendo montadores de carros.
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As opiniões expressas são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente as posições da AEPET.

COTAÇÃO DO PETRÓLEO

O barril Tipo Brent estava em US$ 112,78 nesta 2ª feira (16/09). Por seu lado o óleo leve negociado em Nova Iorque foi para US$ 108,21 o barril (Oil-Price.Net).

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