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AEPET Direto 16/09/2013

Data da publicação: 16/09/2013

Senado analisa decreto para impedir leilão do petróleo

O Senado começa a debater hoje a edição de um decreto legislativo para suspender o leilão do campo de petróleo de Libra, a maior descoberta da Petrobrás em 60 anos e uma das mais extensas reservas do mundo. O senador Pedro Simon, que assinou a proposta de decreto com os senadores Roberto Requião (PMDB-PR) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), considera que o leilão representa um prejuízo irreparável ao país.

“Uma riqueza dessa ordem não pode ser entregue à exploração estrangeira, em meio à suspeita de que a espionagem dos Estados Unidos pode ter favorecido as empresas norte-americanas. Além do mais, a Petrobrás, que descobriu o campo de Libra e arcou com os investimentos em pesquisa e tecnologia, foi prejudicada pelo edital. Caso queira participar da produção no campo do qual é proprietária, ainda terá que pagar uma cifra bilionária”; desabafa Simon. A justificativa da proposta de decreto apresentada ontem, no Senado, traz uma frase memorável do ex-presidente norte-americano Woodrow Wilson, para quem “a nação que possui petróleo e o entrega a outro país para explorar não zela pelo seu futuro”.

A espionagem dos Estados Unidos que atingiu a comunicação pessoal da presidente Dilma Rousseff e seus assessores e ministros, além da própria Petrobrás, em busca de dados ultrassecretos sobre o pré-sal, coloca sob suspeita a lisura da concorrência e o edital do leilão de Libra. Esse fato gravíssimo, segundo Simon, aconselha a suspensão do leilão, já marcado, em tempo recorde, para o dia 21 de outubro.

“Não podemos agir de forma apressada, beirando os limites da irresponsabilidade, num tema de tanta importância e de impacto no futuro do Brasil”; afirmou o senador. A Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) e os sindicatos de petroleiros encaminharam representação ao tribunal de Contas da União (TCU) contra os termos do edital. Na opinião de Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás, o edital viola a lei do petróleo atual, que substituiu pelo sistema de partilha (a União é a proprietária do óleo), o antigo modelo de concessões, no qual as empresas são proprietárias e pagam uma pequena parcela do lucro à União, depois de descontadas todas as despesas.
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Calendário de lutas contra o leilão do petróleo

A Campanha “O Petróleo Tem que Ser Nosso” está organizando um calendário geral de lutas contra os leilões do petróleo durante estes dias que antecedem a Rodada de Licitação da ANP do Campo de Libra. Serão várias atividades para mobilizar a opinião pública e a população de um modo geral contra a entrega do patrimônio brasileiro às empresas estrangeiras. Agora torna-se urgente a organização do povo brasileiro por causa das denuncias de espionagem por parte dos EUA sobre a Petrobrás e os interesses norteamericanos no Pré-Sal.
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Cartilhas sobre a importância do petróleo para o Brasil

No dia 21 de outubro de 2013 será realizado o leilão do Campo de Libra, o qual irá conceder áreas para exploração de petróleo e gás natural na região do pré-sal, na Bacia de Santos. Poucos brasileiros sabem que isso significará a perda, para os cofres públicos brasileiros, de, no mínimo, 1 trilhão de dólares. Quem fornece esses dados é o engenheiro Paulo Metri, em entrevista à IHU Online. O episódio significará uma perda imensa de riqueza nacional, que poderia estar sendo investida em diversas áreas sociais. Para chamar a atenção para a importância do pré-sal e da defesa de uma Petrobrás 100% estatal, sindicatos têm produzido cartilhas didáticas sobre este assunto tão importante para a população do país. No ano passado, a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) lançou, em parceria com o NPC, a cartilha “O Petróleo é nosso”. Sobre o mesmo assunto, vale a pena também ler a cartilha “O petróleo que pode mudar o Brasil”, produzida pela Federação única dos Petroleiros (FUP), CUT e CTB.
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Petrobrás integra pelo 8º ano o Índice Dow Jones de sustentabilidade

A Petrobrás comunica que, pelo oitavo ano consecutivo, foi selecionada para integrar o Dow Jones Sustainability Index World (DJSI World), obtendo nota máxima nos critérios Transparência, pela sétima vez, e Liberações ao Meio Ambiente. A Companhia também se destacou nos critérios Impacto Social nas Comunidades, Políticas e Sistemas de Gestão Ambiental e Gerenciamento de Risco e Crise. O DJSI World é o mais importante índice mundial de sustentabilidade, que avalia as melhores práticas de gestão social, ambiental e econômica no mundo.

Nesta edição, 333 empresas de 25 países participam do DJSI World em 59 setores da indústria, sendo 27 empresas no setor de petróleo e gás. A companhia também renovou a participação no Dow Jones Sustainability Emerging Markets, índice regional que engloba 81 empresas de 20 países em desenvolvimento.

Em 2012, os investimentos e gastos operacionais em proteção ambiental da Petrobrás totalizaram R$ 2,9 bilhões, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. O valor inclui projetos de gestão ambiental e patrocínio a projetos externos. Entre os resultados dos projetos de gestão ambiental, destaca-se a economia de 4 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) ou 8,6 milhões de gigajoules (GJ) de energia.

A presença da Petrobrás nestes índices reflete o empenho constante da Companhia em alinhar seu crescimento ao desenvolvimento sustentável, minimizando e mitigando o impacto de suas atividades no meio ambiente e reforçando seu compromisso com a sociedade e seus acionistas.
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O que pode sobrar é somente a ossada do pré-sal e do pós-sal
Por Dalton Francisco dos Santos

Hoje, 07/09/2013, a burguesia nacional comemorou a falácia da Independência do Brasil do domínio português e, na verdade, a passagem da aparente autonomia política, econômica e financeira do Brasil para o domínio dos países imperialista, que acontece deste muito antes do golpe militar, dado no início da década de 60.

Uma das bandeiras do Grito dos Excluídos do Brasil que foi hoje às ruas é o do não pagamento da Dívida Pública (Interna e Externa).

Que, no entanto, o governo Dilma (PT) continua a pagar sem nenhuma resistência. E é isso que comprova o envolvimento político e o compromisso econômico e financeiro do governo do Brasil com os banqueiros nacionais e internacionais. Essa é a prova cabal de que o Brasil ainda não é um país independente, mas completamente ainda colonizado.
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As opiniões expressas são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente as posições da AEPET.

COTAÇÃO DO PETRÓLEO

O barril Tipo Brent estava em US$ 111,50 nesta 5ª feira (12/09). Por seu lado o óleo leve negociado em Nova Iorque foi para US$ 107,56 o barril (Oil-Price.Net).

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