Campanha do petróleo define agenda de lutas
Reunidos na terça-feira passada, 12 de Novembro, no auditório do Sindipetro-RJ, Centro do Rio, as organizações dos movimentos sociais, integrantes da Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso, debateram sobre os leilões de petróleo realizados no Brasil, desde a criação da Lei 9.478/97 (que derrubou o monopólio estatal do petróleo), em especial com análises sobre o leilão do megacampo de Libra e da 12ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), marcada para os dia 28 e 29/11.
O 12º leilão tem como destaque áreas para exploração do petróleo de xisto, por meio da técnica de fracking (fratura de rochas), muito criticada nos Estados Unidos e em países europeus, por seus graves danos ao meio ambiente, com o consequente risco à vida humana e animal. Na oportunidade foi projetado um vídeo que visa alertar a população sobre tais riscos causados pela exploração de petróleo por meio da técnica de fracking. O vídeo está disponível na TV Petroleira e pode ser reproduzido pelos movimentos sociais e pela sociedade, como forma de alerta sobre esta gravidade constante do 12º leilão da ANP.
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ANP afirma que Campo de Franco pode ser maior do que o Libra
A diretora geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira que a área de Franco, no pré-sal da Bacia de Santos, pode ter reservas iguais ou superiores às da área de Libra, leiloada mês passado e que tem reservas estimadas entre oito bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo. Em 2010, a previsão de Franco era de reservas de três bilhões de barris; depois subiu para cinco bilhões; e, agora, pode ter, pelo menos, oito bilhões. Magda, porém, não quis fazer previsões mais detalhadas, mas ressaltou que os dados demonstram bons resultados.
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Gestão da energia no Brasil
O Brasil tem 12% da água doce superficial disponível no planeta, o que o coloca entre os cinco maiores países em termos de potencial técnico de aproveitamento da energia hidrelétrica. Com isso, é preocupante a reduzida disponibilidade hidráulica no início deste ano, com reservatórios semivazios nas principais hidrelétricas, e o Nordeste novamente submetido a seca severa.
Segundo o Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB), o potencial hidrelétrico brasileiro é estimado em 246 mil MW, mas apenas cerca de um terço é explorado.
Desde o final do século 19, a geração hidrelétrica tem sido o principal fator propulsor do desenvolvimento nacional, podendo ser distinguida como fonte renovável de produção de energia limpa. Porém, a Aneel informa aumento expressivo de usinas termelétricas nos últimos 15 anos, com 131 novos empreendimentos representando cerca de 40% da energia total outorgada. Isso contrasta com apenas 15 novas hidrelétricas, que somam 18% da potência total outorgada no mesmo período.
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Revista Cadernos do Desenvolvimento recebe artigos até 15 de dezembro
A revista Cadernos do Desenvolvimento, criada em 2006 e editada pelo Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, abriu chamada pública para sua edição de número 14. A publicação tem como foco o tema do desenvolvimento em suas diferentes dimensões (econômica, política, social, institucional, histórica, territorial, cultural, ambiental, jurídica, no plano das relações internacionais, etc.), em sintonia com as preocupações registradas na obra e na trajetória de Celso Furtado.
Operiódico semestral é voltado à publicação de artigos científicos inéditos, resultantes de pesquisas realizadas no Brasil, na América Latina e demais países, que tragam especialmente uma contribuição substantiva para o entendimento dos dilemas, limites e desafios do desenvolvimento no mundo contemporâneo.
Os artigos podem ser submetidos em português, inglês, francês e espanhol, e serão submetidos a conceituados pareceristas em suas áreas de atuação.
O prazo para envio dos artigos para a edição de número 14 encerra em15 de dezembro de 2013. As normas para publicação estão apresentadas no sítio do periódico (http://www.cadernosdodesenvolvimento.org.br/submissao).
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Faixa Livre
Por Paulo Passarinho
O Programa Faixa Livre foi criado em 1994. Programa de rádio, seu objetivo foi a construção de um canal de expressão para todos os setores que se mostravam preocupados com as consequências, para o país, da eleição de Fernando Henrique Cardoso à presidência da República.
A ideia original foi de Zuleide Faria de Mello, presidente do PCB e da Associação Cultural José Marti, e logo foi abraçada pela diretoria da Aepet à época, bem como pelos jornalistas Ricardo Bueno e Álvaro Queiróz, que vieram a assumir a condução do programa, além de Sônia Toledo e Péricles Santana, que ficaram responsáveis pela sua produção jornalística.
A forma de veicular o programa foi viabilizada pelo aluguel de horário na antiga Rádio Guanabara AM, pertencente ao Grupo Bandeirantes de Comunicação. Para a sua sustentação financeira, foi criada uma engenhosa articulação de vários sindicatos, associações de classe e conselhos profissionais que passaram a se cotizar financeiramente, para a viabilização desse projeto de comunicação.
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COTAÇÃO DO PETRÓLEO
O barril Tipo Brent estava em US$ 107,12 nesta 5ª feira (14/11). Por seu lado o óleo leve negociado em Nova Iorque foi para US$ 93,88 o barril (Oil-Price.Net).
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