Shell invade reservatório da União e é premiada pela ANP
A dupla Shell/Total, agraciada pelo governo Dilma com 40% do Campo de Libra, acaba de ser flagrada grilando uma área estratégica do pré-sal que não foi leiloada e que, portanto, é propriedade da União. O roubo era de conhecimento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), já que os detalhes do crime estão documentados na própria Agência. A área invadida fica nas imediações do bloco BM-S-54, que foi adquirido pela Shell, juntamente com a francesa Total, antes da descoberta do pré-sal.
A bandidagem e o desrespeito às leis são marcas registradas dessas empresas do cartel do petróleo. As guerras e golpes de Estado provocados por elas são freqüentes, quando seus interesses são contrariados. Por isso não é de se estranhar que elas não respeitem nada por aqui, ainda mais quando o governo é oferecido e não se faz respeitar. Escandalosa mesmo é a cumplicidade da ANP com a grilagem da multinacional. Como o leitor poderá ver, o conluio da ANP com a Shell vem desde 2012.
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Estatal Pré-Sal S. A. fará concurso a partir de 2015
A estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), criada para gerenciar e fiscalizar contratos de exploração de petróleo sob regime de partilha nos campos do pré-sal, vai contratar este ano 30 funcionários em cargos comissionados, dos quais 14 serão admitidos nas próximas semanas. A PPSA contratará 150 pessoas por concurso público, que ainda não tem data prevista, mas os aprovados deverão ser admitidos apenas a partir de 2015.
As informações foram dadas pelo diretor-presidente da empresa, Oswaldo Pedrosa, após encontro promovido pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip). “Temos o propósito de iniciar o processo de concurso, mas não contrataremos ninguém [concursado] neste ano”, disse.
Uma das atribuições da Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural – Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), criada pelo Decreto 8.063/2013, é acompanhar o desenvolvimento do Campo de Libra, localizado na Bacia de Santos, em São Paulo. O leilão de Libra, realizado em outubro do ano passado, resultou no primeiro contrato de partilha do pré-sal. O contrato foi assinado em dezembro entre o governo federal e o consórcio formado pela Petrobrás (40%) e pelas companhias Shell (20%), Total (20%), CNPC e CNOOC, com 10% de participação cada uma. O Campo de Libra tem orçamento estimado entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões para este ano.
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Petrobrás e ABDI fazem convênio de R$ 4 milhões
Um convênio firmado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Petrobrás vai apoiar o fortalecimento da governança de arranjos produtivos locais (APLs) da cadeia de petróleo, gás e naval. O objetivo é consolidar os esforços de cooperação institucional entre governos, empresas e organizações voltadas para o ensino, capacitação e desenvolvimento tecnológico. O convênio também visa desenvolver a cadeia de fornecedores e contribuir para a formulação de projetos considerados estruturantes para a competitividade em cada um dos territórios impactados pelos grandes investimentos ao longo da cadeia de petróleo.
Para a realização das ações previstas, a Petrobrás entrará com aporte financeiro de R$ 4 milhões, que será executado pela ABDI em dois anos. Os recursos serão aplicados em consultorias para apoiar a estruturação do sistema de governança de cinco APLs – nos estados da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul –, desenvolver planos de negócios para 30 empresas de porte médio e médio-grande e para fortalecer a cooperação entre empresas e instituições científicas e tecnológicas locais.
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Petroleiros fazem ato contra a terceirização no CENPES
O Sindipetro-RJ e os trabalhadores de turno do Centro de Pesquisa da Petrobrás realizaram na manhã desta sexta (31), no Fundão, ato contra a terceirização na manutenção e operação do Cenpes.
Os petroleiros querem que a Petrobrás explique o motivo de chamar as empresas Dakia e Vivant para executar serviços que já são realizados por empregados do turno concursados da companhia. Na atividade realizada na entrada do Cenpes Expansão, os trabalhadores decidiram por pressionar pela marcação de uma reunião com o gerente executivo do Cenpes, do TIC e do Compartilhado para esclarecer melhor o processo em curso.
“Tivemos uma reunião com o Caino, gerente geral do RGB, e ficou claro que ele está omitindo os reais objetivos da vinda dessas empresas terceirizadas pro Cenpes. Não somos contra os trabalhadores terceirizados, mas contra o processo de terceirização”; destaca o diretor do Sindipetro-RJ, Brayer Grudka.
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Brasil tem em 2013 menor taxa de desemprego desde 2002
O Brasil encerrou o ano passado com a menor taxa de desemprego desde 2002. Aumentou o salário e o emprego com carteira assinada, mas também o número de pessoas que não querem trabalhar.O AEPET Direto ouviu a Professora da UFRJ, Denise Gentil, sobre a questão dos baixos indices de desemprego no Brasil. A economista afirmou que é paradoxal esta taxa de desemprego diferente do resto dos países do mundo. “Uma política econômica ortodoxa de superávit fiscal e com juros altos é compensada com uma política social que aumenta o poder aquisitivo da população brasileira. Na verdade o setor industrial encolheu neste período pesquisado, mas que foi compensado pela alta do emprego no setor de serviços. Pode-se dizer que a metodologia usada na pesquisa não seja a mais correta, mas os dados no período são os mesmos e portanto estão coerentes ao medir a taxa de desemprego atual”.
Para Denise Gentil as políticas compensatórias de assistência social e de recuperação do poder de compra do salário mínimo e aumento da renda da população foram os grandes indutores da estabilização do desemprego no Brasil que geram abertura de vagas no setor de serviços que é majoritariamente de consumo do mercado interno brasileiro.O número de carteiras assinadas em 2013 subiu: passou dos 11 milhões e meio de trabalhadores, quatro milhões de pessoas a mais do que em 2003. Já a taxa de desemprego fechou o ano em 4,3%.
O resultado foi o menor da série histórica da pesquisa, feita em Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre. Na média do ano, a desocupação ficou em 5,4%. Também o valor mais baixo da série.
Segundo o IBGE, a taxa de desocupação permaneceu praticamente estável entre 2012 e 2013, já que a variação foi mínima: de 0,1 ponto percentual. Em comparação a 2002, quando a pesquisa começou a ser realizada, o estudo mostra uma evolução positiva do mercado de trabalho nas seis maiores regiões metropolitanas do país.
O desemprego, que estava em 12,4%, ficou sete pontos percentuais menor em 11 anos, mas a pesquisa não trouxe apenas resultados positivos. O rendimento dos brasileiros caiu na comparação com novembro. Uma queda de 0,7%.
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COTAÇÃO DO PETRÓLEO
O barril Tipo Brent estava em US$ 107,31 nesta 4ª feira (29/01). Por seu lado o óleo leve negociado em Nova Iorque foi para US$ 97,41 o barril (Oil-Price.Net).
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