Em carta aos acionistas e investidores, a presidente da Petrobrás, Graça Foster, comentou o balanço do segundo trimestre, que foi inferior em 20% ao desempenho do mesmo período em 2013. Apesar da redução no lucro líquido, Graça apontou um aumento de 17% no lucro operacional, na comparação com o trimestre anterior. “Nosso lucro operacional no segundo trimestre de 2014 foi de R$ 8,8 bilhões, 17% acima do realizado no 1º trimestre (R$ 7,6 bilhões). Esse aumento é explicado, principalmente, pela ausência de provisão para o Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário (R$ 2,4 bilhões), ocorrida no 1T-2014. Por outro lado, houve menor ganho com a venda de ativos (R$ 0,4 bilhão) além da baixa de projetos de E&P neste 2º trimestre (R$ 0,4 bilhão)”, contabilizou.
No entanto, o lucro líquido da Companhia caiu, totalizando R$ 5,0 bilhões contra R$ 5,4 bilhões verificados no trimestre anterior, em função, principalmente, do resultado financeiro, menor em R$ 0,8 bilhão frente ao primeiro trimestre, bem como da maior alíquota efetiva de imposto de renda decorrente dos créditos fiscais que totalizaram R$ 0,5 bilhão no primeiro trimestre deste ano.
Graça destacou outros pontos, como o avanço da produção e do refino e a exitosa, segundo ela, participação da Petrobrás no 13º Leilão de Energia, realizado em maio, quando foram comercializados, por 5 anos, até dezembro de 2019, 574 MW médios ao preço de R$ 262/MWh, valor 12% superior aos preços futuros de energia negociados no mercado livre para o período.
A presidente da Petrobrás também lembrou que o Programa PROCOP “continua cumprindo seu papel de implantar, consolidar na cultura da Companhia a gestão pela excelência em custos”. Segundo ela, as 614 iniciativas de otimização de custos do PROCOP asseguraram uma contribuição de R$ 1,6 bilhão ao Lucro Líquido do segundo trimestre.
Graça reiterou a importância dos Excedentes da Cessão Onerosa para a manutenção da produção no patamar de 4 milhões de bpd pós 2020, já que a Petrobrás passará a ter acesso a volumes de petróleo que, segundo a ANP, variam entre 9,8 e 15,2 bilhões de boe nas áreas de Búzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi.
“Encerro esta carta aos nossos investidores e acionistas reafirmando que o crescimento da produção de petróleo, gás natural e derivados, especialmente diesel e gasolina, já é uma realidade em nosso dia a dia. Assim, em paralelo aos aumentos de produção e redução de custos, buscamos a convergência dos preços de derivados no Brasil com os preços internacionais, de tal forma a tornar factível o atendimento dos indicadores financeiros, Endividamento Líquido/EBITDA e Alavancagem, nos limites e prazos impostos à Diretoria Colegiada pelo Conselho de Administração em novembro de 2013”, finalizou a presidente da Petrobrás.