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Debate sobre a Petros na ABI

Data da publicação: 27/04/2011

A ABI sediou no dia 26 de Abril um debate sobre o Plano Petros.

O evento foi organizado pelo Sindipetro-RJ e contou com a participação de vários conselheiros eleitos da Petros. Participaram da mesa o presidente da AEPET, Fernando Siqueira, Ronaldo Tedesco e Agnelson Camilo. Foram exibidos dois filmes ao público presente: um curta-metragem de Amanda Oliveira e Henrique Moraes sobre “A campanha o petróleo tem que ser nosso” e um filme com o título: “Artigo 41” que traz relatos de uma série de lideranças dos petroleirose autoridades sobre a questão do tratamento que a Petrobrás está dando aos seus aposentados e funcionários da ativa.

O presidente da AEPET, Fernando Siqueira falou sobre a campanha internacional feita por empresas estrangeiras para desmontar a estrutura da Petrobrás como uma empresa estratégica e com forte no sentido social para com o País: 1) seis empresas estrangeiras ocuparam um dos andares do Edifício-sede, obtendo informações relevantes da Petrobrás. Entre elas, duas comandaram a privatização da YPF da Argentina. A terceira, Rotschild, é dona da Shell, da British Petroleum e da Repsol; 2) a Arthur D. Little, em 2000, foi designada para fazer o planejamento estratégico da Companhia. Fez um estrago; 3) Siqueira citou que, em 2008, foi apresentada uma proposta da Consultora dos EUA, a Price Waterhouse Cooper. Ela que iniciou seus trabalhos em 2006, com entrevistas a diretores e à alta gerência da Petrobrás, se consumou em 2008, com propostas perniciosas, entre elas, a repactuação de direitos e a desvinculação dos vencimentos dos trabalhadores ativos dos benefícios dos aposentados. E ainda a privatização da AMS. Essa proposta foi homologada pela Diretoria e está sendo seguida à risca pelos atuais gerentes de RH da Companhia. A AEPET levou a um dos diretores uma proposta alternativa a esta estratégia suicida da política de RH da sugerida pela Price. Na proposta da AEPET se estabelece um plano de recursos humanos para atender as funções estratégicas da Companhia, visando atender às novas responsabilidades da Petrobrás de produzir o pré-sal.

O Conselheiro da Petros, Ronaldo Tedesco, falou sobre o Fundo de Pensão que tem um patrimônio em ativos da ordem de R$ 50 bilhões.“Os investimentos da Petros estão se dando em várias atividades como programas de infraestrutura do governo federal, no ramo imobiliário e na participação acionária no Banco Itaú. As maiores aplicações da Petros no mercado financeiro são os papéis de renda fixa atrelados aos títulosda dívida pública”. Sobre as ações judiciais que estão sendo movidas contra o Fundo de Pensão, Tedesco, afirmou que estas demandas jurídicas são fundamentadas e que inclusive quem repactuou pode recorrer a justiça, uma vez que as perdasde 2007 a 2010 podem chegar a cerca de 31%.

Agnelson Camilo disse que foram várias as medidas tomadas ao longo do tempo no sentido de privatizar o sistema público de seguridade social no Brasil. Foram criados os fundos de pensão como um projeto dividir os trabalhadores a fim de que uma parte deles desse apoio às leis de mercado. De acordo com ele alguns entraram neste engodo. “A repactuação na Petrobrás foi uma maneira de iludir os empregados da empresa, inclusive com o apoio de parte da organização sindical como a FUP. Não satisfeitos com a desmontagem da maior empresa do país ainda querem privatizar a AMS para pagar altos dividendos aos acionistas da Bolsa de Valores de Nova Yorque”; Finalizou Agnelson.