O Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP), que está sendo construído na cidade de Maragogipe, no Recôncavo Baiano, é o maior investimento dito privado na Bahia atualmente. Orçado em R$ 2,6 bilhões, entrou em fase de operação em fevereiro de 2014, mas a conclusão total das obras está prevista para março de 2015. Quando pronto, irá gerar 15 mil empregos diretos e indiretos na produção de navios, sondas de exploração e plataformas, evitando importações.
No entanto, apesar da participação de empresas estrangeiras (japonesas, que se associaram à construtora Odebrecht), é o Fundo de Marinha Mercante quem financia mais da metade da obra (R$ 1,4 bilhão) do total de R$ 2,6 bilhões previstos no orçamento.
O vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, avalia que o financiamento às empresas estrangeiras é “criticável”, mas, infelizmente, o Brasil perdeu a experiência que detinha para a construção de estaleiros. “A Odebrecht não tem know how para desenvolver sozinha este projeto. Daí a necessidade de um sócio estrangeiro. Deveríamos incentivar estaleiros que já tivemos, como Caneco e Mauá e foram desmontados”, propõe Siqueira, apontando que o desmonte foi promovido no governo de Fernando Henrique Cardoso. “Isto provocou perda de conhecimento e hoje precisamos da ajuda de estrangeiros para readquiri-lo”, resume.