Duas pessoas foram baleadas na manifestação realizada pelos funcionários do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) na manhã desta quinta-feira (6), no início da rodovia RJ 116, em Itaboraí, região metropolitana do Rio. Segundo o Batalhão de Itaboraí, o caso aconteceu por volta das 5h, mas ainda não se sabe o motivo. Uma vítima foi atingida por um tiro na barriga e o outro foi atingido na mão. O diretor do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella falou a Imprensa da AEPET que a Petrobrás tem sua parcela de culpa neste episódio, uma vez que no último Acordo Coletivo de Trabalho em setembro foi criado um Fundo Garantidor para suprir as possíveis falta de pagamento por parte das empresas contratadas, mas isto não está sendo colocado na prática. “São 1500 trabalhadores que estão sem receber desde dezembro e o Sindipetro-Rj e a FNP lamentam este episódio de repressão com a contratação de seguranças pelas prestadoras de serviço no Comperj.” Concluiu Cancella De acordo com os grevistas, dois homens em uma moto passaram atirando contra os trabalhadores e acabaram atingindo o funcionário. Ronaldo Moreno, que é assessor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro alega que o sindicato da construção civil, que não deseja a paralisação das obras, contratou milicianos para atirar contra os funcionários petroleiros. Procurado pelo R7, Moreno não foi encontrado. As vítimas foram levadas para o hospital municipal Desembargador Leal Júnior. De acordo com o boletim médico divulgado, Felipe Feitosa, de 21 anos, e Françiuélio Rodrigues, de 20 anos, não correm risco de morte. Felipe levou três tiros, sendo atingido no abdômen, na coxa direita e na mão direita. Ele foi operado por volta das 7h30 e passa bem. Françiuélio Rodrigues, 20 anos, levou um tiro na mão direita e tornozelo direito. Os trabalhadores realizam desde quarta-feira (5) uma manifestação contra as condições de trabalho e estão insatisfeitos com a condução das negociações entre o sindicato da categoria e a direção do complexo petroquímico. Segundo a PM, os manifestantes colocaram fogo em um ônibus na noite de quarta. Uma equipe do 35º BPM está no local acompanhando o protesto.