Comparado com as principais economias do mundo, o Brasil tem um dos menores preços na bomba de gasolina. O custo do diesel chega a ser o mais baixo de todos os países.
Este é o resultado do novo estudo da UHY, rede internacional de contabilidade, auditoria e consultoria, representada no Brasil exclusivamente pela UHY Moreira.
De acordo com a UHY, enquanto alguns países cobram uma taxa mais baixa de imposto sobre o combustível, o produto no Brasil ainda custa consideravelmente menos do que a maioria das outras grandes economias desenvolvidas, em especial dos países europeus.
Embora o imposto sobre os combustíveis seja mais alto do que em relação a alguns países, o custo real no Brasil ainda é consideravelmente menor do que em muitos países. Isto significa que encher o tanque* de uma van Ford Transit com diesel no Brasil é estimado em US$ 89,60, representando menos de metade do custo no Reino Unido, onde o preço do diesel é o mais elevado.
Os especialistas da UHY dizem que o Brasil cobra menos de um terço do imposto na comparação com alguns países europeus, proporcionando um impulso para as empresas, pois o diesel é utilizado na maioria dos veículos comerciais.**
O custo de encher o tanque de uma van Ford Transit com gasolina no Brasil equivale a US$ 102,73, quase a metade do custo na Dinamarca, onde os preços da gasolina são mais elevados.
Em comparação, o Reino Unido, França e Alemanha cobram impostos de pelo menos 60%* na gasolina, e entre 40-60% para o diesel.
A UHY explica que o grande volume de petróleo produzido no Brasil ajuda a manter os preços do combustível baixos. Embora os ambientalistas argumentem que os impostos sobre combustíveis são importantes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as empresas de transporte e pequenas e médias empresas contrapõem informando que manter os custos baixos é vital para todas as empresas.
Para o GNV – Gás Natural Veicular, uma alternativa mais ecológica à gasolina ou diesel, a taxa de tributação no Brasil é menor e atualmente está em 27,25%.
Para a UHY, este estudo revela a importância de manter um controle rígido sobre os níveis de tributação das empresas, especialmente porque a recuperação da recessão está começando a ganhar força.
“Os impostos sobre os combustíveis são uma área em que os encargos são mais leves do que em muitos outros países, o que é provável que seja um benefício importante para ajudar a estimular o crescimento e acelerar nossa recuperação. Manter os impostos sobre o diesel, por exemplo, num nível mais baixo, é particularmente benéfico para o rápido crescimento de pequenas e médias empresas e suas frotas de veículos comerciais, especialmente em setores como distribuição e varejo. Essas empresas podem ser motores fundamentais da recuperação econômica”, afirma Eric Waidergorn, diretor da UHY Moreira.
Segundo a UHY, a maioria das economias emergentes têm níveis consideravelmente mais baixos de tributação sobre o combustível do que as economias desenvolvidas. Na Malásia, o governo ainda oferece subsídios generosos sobre os combustíveis.
“As economias emergentes são muito mais focadas no crescimento e em prestar assistência às empresas, através de redução de impostos e subsídios, onde se faz necessário. A economia da Malásia é aquela que cobra impostos baixos sobre o consumo em geral e concentra-se na tributação direta das empresas por meio de imposto sobre as sociedades como o gerador chave de receita”, explica Waidergorn.
Esses subsídios custam ao governo da Malásia um valor estimado de US$ 14 bilhões por ano. Os subsídios também criaram problemas com o contrabando de combustível para as vizinhas China e Indonésia, que têm um custo muito mais elevado.
“Enquanto o governo da Malásia perde uma grande quantidade de dinheiro por ter um subsídio aos combustíveis, ele argumenta que faz tal contribuição para ajudar no crescimento do PIB do e que está disposto a aceitar a perda. Isso poderia ser um estímulo para o pensamento do governo brasileiro”, observa Eric Waidergorn.
** As taxas de imposto incluem IVA, alguns ou todos os que podem ser recuperados por empresas em alguns países, incluindo os Estados-Membros da UE.