Nesta quinta, reportagem afirmava que governo estaria estudando rever o papel da Petrobrás no pré-sal
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou nesta quinta-feira a possibilidade de o governo reduzir o percentual obrigatório de 30% de participação da Petrobrás nos campos do pré-sal ou de tirar da empresa o status de operadora única do pré-sal.
— Não há estudo nenhum do governo sobre essa matéria. Não há menor possibilidade disso — disse o ministro após evento do fórum dos secretários estaduais de Energia, em Brasília.
Nesta quinta-feira, o jornal Valor Econômico publicou uma reportagem dando conta de que o governo estaria estudando rever o papel da Petrobrás no pré-sal. A ação da Petrobrás operava em alta de mais de 3% às 12h30, enquanto o Ibovespa caía 0,6% no mesmo horário.
Lobão disse ainda que essas atribuições da Petrobrás no pré-sal foram aprovadas no Congresso Nacional e são lei. O ministro afirmou que, mesmo com a pressão do câmbio, a Petrobrás tem condições econômicas e financeiras de cumprir seu papel. Ele acrescentou que não há novidades sobre eventual reajuste no preço dos combustíveis.
No início da semana, ele disse que o governo avalia pedido da Petrobrás sobre reajuste de preços de combustíveis, mas isso não significa que a reivindicação da estatal será atendida pelo seu controlador.
Interesse no Pré-sal
Empresas do mundo inteiro estão interessadas em explorar as reservas petrolíferas da camada pré-sal no Brasil, disse Lobão.
“São empresas americanas, inglesas, canadenses, chinesas e assim por diante”, afirmou durante o evento.