Notícia

Para evitar dependência, Brasil deve desenvolver tecnologia para transporte do GNL

Data da publicação: 23/05/2014
Autor(es): Rogerio Lessa

Com a escassez de água nos reservatórios das hidrelétricas, o Brasil vem se tornando cada vez mais dependente de importações de gás natural para garantir o suprimento de energia. Além do contrato de 30 milhões de metros cúbicos por dia com a Bolívia, a Petrobrás tem recorrido a outros mercados, por meio da compra de gás natural liquefeito (GNL). Esse gás é transportado através de navios altamente sofisticados, produzidos fora do país, a custo superior ao gás comum.

Na opinião do ex-deputado federal Ricardo Maranhão, que é conselheiro da AEPET, o Brasil deveria investir o mais rapidamente possível no domínio dessa tecnologia. “Se não desenvolvermos essa tecnologia, ficaremos dependentes de importações e submetidos ao preço do vendedor. Esse investimento é estratégico porque nosso consumo supera em muito a capacidade de produção, mesmo considerando o gás que vem da Bolívia”, adverte Maranhão.

A título de comparação, ele observa que enquanto um veículo a gás usado como táxi consome em média 18 m3 por dia de gás, uma usina termelétrica demanda 2 milhões de m3 diários.

Atualmente o Brasil dispõe de apenas três terminais de regaseificação de GNL. Um em Fortaleza (Porto de Pecém), outro no Rio de Janeiro (Baía de Guanabara) e o terceiro em Salvador, na Bahia. “São terminais especiais, nos quais os navios são conectados a gasodutos que levam o GNL ao consumidor”, resume Maranhão.