O jornal Brasil Econômico desta terça-feira (9) noticiou que o preço do petróleo começa a sucumbir ao excesso de oferta global e, no dia anterior, desceu pela primeira vez desde janeiro de 2013 abaixo da barreira dos US$ 100 por barril em Londres. Segundo especialistas, a tendência é que as cotações permaneçam em baixa pelos próximos meses, respondendo aos fracos números da economia mundial.
No curto prazo, a queda no preço do barril é favorável tanto ao Brasil quanto à Petrobrás, já que pode aliviar a balança comercial do país e as contas da Companhia. No entanto, a AEPET defende que os países exportadores de petróleo concatenem o ritmo da produção para que o valor do barril se mantenha equilibrado segundo três objetivos: compensar os custos de produção, permitir investimento em pesquisa e desenvolvimento e produzir divisas que revertam em progresso social, notadamente nas áreas de saúde e educação.
O professor Ildo Sauer, diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (IEEUSP), recomenda que antes de tudo se faça uma avaliação criteriosa do quanto o pré-sal possui em reservas. Sauer, que foi diretor de Gás e Energia da Petrobrás entre 2003 e 2007, afirma que produzindo sem dosar o ritmo o país estará na verdade contribuindo para derrubar o preço do petróleo.