Notícia

Mídia hegemônica segue centrada na Petrobrás

Data da publicação: 15/05/2014
Autor(es): Rogerio Lessa

A mídia hegemônica, liderada pelas organizações Globo, continua mantendo a Petrobrás sob pressão permanente. Nesta quinta-feira, os ataques foram centrados na determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que se passe um “pente-fino” nas compras e vendas de ativos da Companhia.

Embora os senadores pretendam também investigar problemas ocorridos em governos anteriores, como o afundamento da plataforma P-36 e possíveis irregularidades no Porto de Suape, em Pernambuco, o destaque ficou por conta da frase do candidato tucano à Presidência da República Aécio Neves (PSDB-MG), para quem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em andamento no Senado, seria “chapa-branca”, com a finalidade de “blindar o governo”.

O vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, ressalta que embora todas as empresas estejam sujeitas a irregularidades, a AEPET é favorável à investigação de todo possível ato de corrupção na Petrobrás. Siqueira, no entanto, condena o uso político de denúncias, que acabam atingindo a imagem da maior empresa do Brasil.

“Investigar é correto. O que não pode é um fato isolado ser usado para enfraquecer a Companhia. A Petrobrás tem 85 mil empregados, que são competentes, honestos e trabalhadores. Não pode ser julgada por dois ou três que procedem irregularmente”, opinou.

Já o ex-presidente da AEPET, Diomedes Cesário da Silva, também vê um “claro conteúdo eleitoral” nas permanentes denúncias da mídia monopolista. “Quem faz parte do corpo permanente da companhia sempre defenderá a apuração de qualquer suspeita de irregularidades. E a Petrobrás, além das auditorias internas permanentes, é acompanhada por instituições como o TCU e outras”, argumenta, lamentando que o “viés eleitoral” das matérias atinja não apenas a Petrobrás, mas também seu corpo técnico “que diariamente oferece o melhor de si pelo crescimento da Companhia”