O governo de Enrique Peña Nieto esta prestes a obter uma vitória no Congresso mexicano de forma a permitir a presença de empresas estrangeiras, concorrendo com a Petróleo Mexicano S.A. (Pemex). Desfaz-se, assim, um monopólio que já durava 76 anos. Para muitos analistas, as mudanças apenas aplainam o terreno para a verdadeira intenção de Peña Nieto, ou seja, privatizar a empresa.
Segundo Fernando Siqueira, vice-presidente da AEPET, este avanço privatista seria fruto de uma divisão na oposição do México, já que o PRD mudou de postura e vota com as intenções do presidente.
A Pemex é responsável por 1/3 do orçamento federal. Mas vem sofrendo tentativas de privatização desde os anos de 1990 quando, o México “quebrou” e se viu obrigado a dar o petróleo como garantia da dívida externa do país.
“Além disto, o governo de Peña Nieto tem feito uma política de estrangulamento financeiro em cima da empresa, ficando com 75% do lucro da Pemex, ou seja, acabando com a capacidade de investimento”, afirma Siqueira.
Segundo analistas, o governo quer “rédeas curtas” na Pemex, enquanto aguarda que a produção do setor privado seja significativa.
Com a nova lei, a Pemex mantém os campos em produção e a maioria das reservas confirmadas e estimadas. Entretanto, ficaria apenas com uma pequena parte do depósito gigante chamado de Perdido, nas águas profundas do Golfo do México.