Entrevista de Gabrielli a Paulo Henrique Amorim
O ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, em entrevista publicada hoje por Paulo Henrique Amorim, em seu Conversa Afiada, expõe – com muito mais conhecimento de causa, até porque foi, durante nove anos, diretor e depois presidente da Petrobrás – aquilo que este blog vem tentando explicar há quase dois meses: como e o porque a fixação de um alto valor para o bônus de assinatura do megacampo de Libra é lesivo ao país.
O bônus de assinatura, que desta vez será um fator fixo, pré-determinado, corresponderia, no arrendamento de uma loja, ao pagamento de “luvas”. A definição do vencedor do leilão será feita pela parcela do óleo extraído – ou o seu equivalente em dinheiro – que será entregue ao Estado brasileiro. Na mesma comparação, seria a percentagem da féria diária que o arrendatário da loja se comprometeria a pagar a seu proprietário, que é o Brasil.
Quando o pagamento das luvas sobe, a fatia da féria a ser transferida cai. Simples assim.
Gabrielli mostra que o prejuízo nisso não é, essencialmente, da Petrobrás, que tem um portfólio de reservas a explorar já imenso e a garantia de que 30% de Libra serão seus, como operadora.
Quem perde é o Brasil, que troca um lucro imenso, distribuído ao longo de 30 anos de exploração, por alguns bilhões a mais de imediato que, perto daquilo de que abrirá mão, representam apenas uma migalha.
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O Ocupa Petrobrás e o leilão de Libra
Por Murilo Alves
Companheiros,
Quando FHC privatizou a Vale do Rio Doce achamos que seria o limite da privataria entreguista. Elegemos o PT para fortalecermos o estado brasileiro e acabar com a entrega do nosso Brasil. Ledo engano, o povo brasileiro foi traído miseravelmente. Pensamos que com a ex-guerrilheira Dilma seria diferente, jamais macularia sua bonita história de lutas. Dói, mas é verdade, ela faz parte da desfaçatez que assola nossos dirigentes; só falta repetir a frase do FHC: “esqueçam tudo que escrevi”, e, por que não: “meu projeto é definido como anti-Vargas”. Significa também anti-Brasil, anti-povo brasileiro e pró-entreguismo.
Estou chegando do “Ocupa a Petrobrás”, acampamento em frente ao prédio sede da empresa no Centro do Rio. Participei da importante plenária que ocorreu ali. É encorajante saber que ainda temos brasileiros de elevado quilate, como aqueles companheiros, sob vento frio, lutando contra a entrega do nosso país.
Quem não se levantar contra os leilões do pré-sal, em especial este que está marcado para o dia 21 de outubro próximo, assuma que capitulou ou mudou de convicções.
O acampamento tem condições para reuniões e apresentações diversas. As lideranças pedem que todos os movimentos sociais, sindicatos, etc, se reunam no local. Sábado terá evento para crianças às 10 horas, domingo haverá churrasco às 13 horas e vários eventos. No dia 03/10, na Pça. XV, haverá comemoração dos 60 anos da Petrobrás com grandes talentos da nossa música. Entrem no site do SINDIPETRO, acompanhem e ajudem a nobre causa que é de todos nós.
Companheiros da Casa da América Latina e da Auditoria da Dívida Pública, vamos nos reunir no local. Até a vitória, sempre! Abraços.
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Reserva em Sergipe pode conter 1 bilhão de barris
O primeiro óleo da província petrolífera descoberta pela Petrobrás na bacia Sergipe-Alagoas, uma das maiores apostas da Petrobrás na costa brasileira, está previsto para 2018, informou a companhia nesta quinta-feira (26).
Mais cedo, uma reportagem da agência Reuters disse que fontes do governo e da indústria informaram que esta província possivelmente possui mais de 1 bilhão de barris de petróleo em reservas, um campo do porte de Marlim e Roncador, na bacia de Campos, os maiores campos produtores do Brasil.
Marlim produz diariamente 252 mil barris de petróleo e Roncador, 252 mil. A descoberta ajudaria a empresa no seu plano de dobrar a produção até 2020.
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A burla à lei para entregar o pré-sal de Libra às múltis
Por Carlos Lopes
Entre as irregularidades, ANP não respondeu por que exigiu um “Operador A” no edital do leilão de Libra
Inquirida, pelo senador Pedro Simon, sobre a cadeia de ilegalidades (ver quadro nesta página) no tramado leilão do campo de Libra, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, não respondeu à seguinte questão: por que “a ANP estabeleceu no edital a exigência de ‘operador A’ para todos os consórcios concorrentes, [se] por lei, a Petrobrás é a operadora única do pré-sal”?
“Operador A” (ou “operadora A” ou “licitante A”) é uma companhia credenciada a operar em águas profundas. Pela Lei 12.351/2010 (artigo 2º e 4º – ver quadro nesta página) só existe uma empresa operadora no pré-sal: a Petrobrás. No entanto, o ministro Lobão (portaria nº 218/2013) e a ANP, no edital do leilão, colocaram, como condição, que os consórcios candidatos ao campo de Libra devem ter obrigatoriamente, fora a Petrobrás, pelo menos uma “operadora A”.
Na resolução da 26ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), realizada em 25 de junho de 2013, depois de mencionado o artigo 10º da Lei nº 12.351/2010, que permite ao ministro das Minas e Energia propor ao CNPE a participação mínima da Petrobrás (estabelecida, pelo ministro e pelo CNPE, no mínimo da lei, 30%), pode-se ler: “A indústria do petróleo possui empresas com capacidade técnica, econômica e financeira suficiente para responder pela parcela dos 70% restantes de modo a estimular a competição e garantir maior atratividade na licitação”.
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Jogo de cartas marcadas na entrega do pré-sal
Por Dalton Francisco dos Santos
O governo tem feito tudo certinho para descomplicar a vida das Big Oil, principalmente da ExxonMobil e Chevron, multinacionais petrolíferas dos Estados Unidos da América. Edward Snowden mostrou como funciona o esquema entre os governos dos Estados Unidos, Brasil e Inglaterra contra os interesses do povo brasileiro.
Em razão disso, tentando desmentir Snowden, as norte-americanas ExxonMobil e Chevron e as britânicas BP e BG não irão participar do leilão do pré-sal no dia 21 de Outubro de 2013.
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COTAÇÃO DO PETRÓLEO
O barril Tipo Brent estava em US$ 109,21 nesta 6ª feira (27/09). Por seu lado o óleo leve negociado em Nova Iorque foi para US$ 103,03 o barril (Oil-Price.Net).
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