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“Os meios justificam o fim” Dilma (PT) e Foster, leilão é privatização 50 anos do campo gigante de petróleo de Carmópolis

Data da publicação: 02/08/2013
Autor(es): Sindipetro-SEAL

Jornada de Combate ao Desinvestimento do governo Dilma (PT)

O constatado é que o governo desenvolveu um modelo perfeito de entrega do petróleo do Brasil para as Big Oil dos países imperialistas, iniciado a partir do golpe militar, quando promoveu os Contratos de “Riscos”.

Modelos de Entrega dos Gigantes:

– Golpe Militar (1964)
– Contratos de “Riscos” com as Big Oil
– Quebra do Monopólio Estatal (1997) – FHC (PSDB)
– Concessão (leilão de 21% do pré sal) – FHC (PSDB)
– Partilha (leilão de 79% do pré sal) – Lula (PT)
– Leilões sob Concessão (terra e águas rasas e profundas) e Partilha (pré sal) – Dilma (PT)


A guerra social contra os trabalhadores e a precarização das condições nos locais de trabalho é parte integrante essencial do modelo de privatização geral do Brasil (Foto 01).

Por isso, Diretoria e Assessoria do Sindipetro ALSE deu início à visitação das Estações Coletoras de Petróleo da bacia de Sergipe e Alagoas. Começou pela parte sergipana da bacia. O objetivo dessa jornada é ouvir os reclames dos trabalhadores.

Superexplorados e submetidos a elevado risco de vida estão os trabalhadores das Estações Coletoras de Petróleo dos campos de Brejo Grande e Robalo

Os operadores das Estações Coletoras de Petróleo dos campos de Brejo Grande e Robalo fazem a troca de turno na Estação de Robalo às 8h:15min a cada sete dias trabalhados continuamente diuturnamente. Essa condição não pode ser mudada nem alterada por causa da situação geográfica existente. Por isso, a troca de turno que deveria ocorrer às 6h: 00min acontece às 8h: 15min, em Robalo. Sendo assim, tanto o operador que embarca como o que desembarca acrescenta uma perda de 4h: 30min em cada embarque/desembarque. Isso vem ocorrendo desde 1997, sem pagamento destas horas de perdas acumuladas pelos trabalhadores durante este longo período de tempo.

Durante sete dias, dia e noite (24 horas), um único operador permanece instalado na Estação de Brejo Grande. Na de Robalo também. Normalmente, a demanda do processo operativo da Estação tira o operador do seu período de descanso para a execução de atividades laborais. Isso também ocorre no horário de refeições. Essa anomalia faz ultrapassar a jornada de trabalho de 12 horas diariamente. Tudo isso é comunicado à empresa, mas nenhuma hora extra é paga.

Em relação à questão da segurança, tanto em Brejo Grande como em Robalo, é preocupante. O operador fica todo o período de sobreaviso, durante os sete dias, sozinho, sem um substituto, outro operador, que poderia lhe garantir o direito ao descanso depois das 12 horas trabalhadas. Apenas um vigilante, quando o certo seria dois, lhe faz companhia durante o turno noturno. Ambos ficam isolados e expostos a qualquer tipo de ataque surpresa como já ocorreu quase tirando a vida de um trabalhador. É um descaso total com vidas humanas.

PL 4330 legaliza crime de lesa-humanidade

O mais constatado é que os trabalhadores terceirizados são perseguidos permanentemente nas áreas da Petrobras. O crime de lesa-humanidade cometido na época da ditadura militar continua sendo praticado hoje: há uma lista de trabalhadores que após a tomada do calote procuraram a justiça do trabalho e; por isso, não podem ser contratados pelas gatas que prestam serviços terceirizados à Petrobras. Incluídos nesta lista estão os cipeiros atuantes em defesa dos interesses dos trabalhadores. E, por pressão de representantes dos interesses dos atravessadores de mão-de-obra, trabalhadores são demitidos durante o andamento do contrato terceirizado. Ainda mais, com o “programa progredir” (banqueiros) e a famigerada “recuperação judicial” (justiça trabalhista), os trabalhadores ficam sem o recebimento dos salários até três meses. Hoje, os salários atrasados não são quitados integralmente, mas sim, quando pagos, em doses homeopáticas. E agora para legalizar por completo esse crime de lesa-humanidade elaboraram e querem aprovar o PL 4330.


A Produmam passou a mão na grana da Petrobras, sumiu e deixou a peãozada a ver navios e o povo brasileiro no prejuízo (Foto 02).

Quando iniciou esse contrato, a Produmam tinha 1.300 trabalhadores, demitiu 500 e, quando largou o contrato, estava com 800 trabalhadores. Ninguém nos informou sobre a situação real dos trabalhadores em relação à quitação das verbas rescisórias. O constatado é que a Produmam abandonou a obra de construção e montagem das instalações de superfície do projeto de ampliação da injeção de água do campo de Carmópolis/Sergipe, o que facilita a queda da extração de óleo do campo e aumento do custo de extração do barril, causando gigantesco prejuízo à Petrobras e ao povo brasileiro.


O estrago deixado pela Produmam é comparável ao de um terremoto (Foto 03).

O endividamento da Petrobras é outro elemento importantíssimo do modelo de entrega do campo gigante de petróleo de Carmópolis para as multinacionais petrolíferas. Se a Produmam fez uso do “programa progredir” e da “recuperação judicial” quem tem que pagar as verbas rescisórias dos trabalhadores é a Petrobras, claro e evidente, essa é a realidade.

Na verdade, o governo Dilma (PT) e Graça Foster estabeleceram para a gerência da Petrobras duas metas – redução máxima do volume extraído e aumento máximo do custo da extração do barril de petróleo -, a fim de poder caracterizar o campo gigante de petróleo de Carmópolis como maduro para levá-lo ao balcão de entrega para as Big Oil.

Para garantir o sucesso dessa estratégia todos os meios devem ser usados. A contribuição dada pela Produmam é um deles. O decaimento da extração de óleo no fechamento de 2013 deve alcançar a meta posta abaixo de 25% na bacia de Sergipe e Alagoas. Esse alvo pode ser atingido mantendo quedas e subidas sucessivas do volume extraído, dia após dia, mas sempre abaixo de um volume médio de extração pré-estabelecido sempre insuperável para a gerência da Petrobras (Figura A). Por isso, existe a forte pressão de assédio moral dos gerentes sobre os operadores da bacia de Sergipe e Alagoas, tentando disfarçar o uso de uma das táticas eficientes recomendadas para atingir a meta ordenada pelo governo e presidência da Petrobras.

Comprovação desta manobra governamental e gerencial da Petrobras é o que está previsto para a área 2 (Oiteirinhos II, Santo Antonio e Santa Bárbara) do campo de Carmópolis (Figura B). O decaimento mensal é de 33%.


O campo gigante terrestre de petróleo de Carmópolis que foi achado em 1963 é o primeiro pré sal do Brasil (Foto 04).

Os geólogos e geofísicos da Petrobras 44 anos depois destamparam aquilo do que tinham certeza, o petróleo no pré sal de águas ultra profundas do litoral do Brasil. O campo de Carmópolis foi quem garantiu técnico e financeiramente o sucesso desse desafio exploratório para possibilitar a auto suficiência de petróleo do país.

A nossa meta contraria a estratégia do governo Dilma (PT) e de Graça Foster. Porque para garantir salário e emprego dos trabalhadores brasileiros temos que barrar os leilões de petróleo. Esse é o eixo da nossa campanha salarial de 2013. Pois, sem petróleo, não vamos ter salário nem emprego digno para os trabalhadores brasileiros.