Começou o 2º turno das Eleições do Representante dos Trabalhadores para o CA da Petrobrás
Começou neste sábado (1/2), com término no domingo (9/2), o segundo turno das Eleições do Representante dos Trabalhadores no Conselho de Administração (CA) da Petrobrás. O Sindipetro-RJ apoia o engenheiro Silvio Sinedino, atual presidente da AEPET.
Confira a seguir o Editorial Surgente (edição 1251, de 30/1), onde o sindicato manifestou apoio a Sinedino, bem como discorreu sobre temas candentes para os petroleiros da ativa, aposentados e pensionistas.
Eleição no CA, Aposentados e Anistia
A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) conseguiu, no último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), a criação de uma Comissão de Anistia. Também, simultaneamente ao fechamento do ACT, fora do acordo, conseguimos a constituição de um Grupo de Trabalho para tratar das perdas salariais dos aposentados, de forma a valorizar e reconhecer a importância desses empregados no contexto da Petrobrás.
A Comissão de Anistia já realizou duas reuniões e o Gerente de Relações Institucionais, representante da Petrobrás na Comissão, Sr Charles Peroba, que é oriundo da FUP, já disse várias vezes (nessas reuniões) que nada vai ser resolvido na mesa de negociação e só haverá solução em Brasília. Isso mostra a predisposição da FUP em relação à Anistia. Inclusive, vale registrar que esse mesmo argumento foi usado por esse mesmo gerente na negociação, para não colocar a Comissão de Anistia no ACT e depois tentou restringir a referida Comissão à uma única lei. Por pressão da FNP, a Petrobrás ampliou para todas as leis que envolvem a Anistia.
O Grupo de Trabalho dos Aposentados já realizou várias reuniões, bem como emitiu um relatório. Primeiro, é preciso deixar claro para a categoria petroleira que todas as perdas dos aposentados foram criação da Petrobrás/Petros, com aval da FUP. Abonos, níveis, RMNR, repactuação, reajuste diferenciado para ativos e aposentados, tudo isso teve o aval da FUP (que fez defesa em seus boletins e nas assembléias). Então, tudo que está sendo estudado no Grupo de Trabalho, referente às perdas dos aposentados, foi obra da FUP.
Paralelamente a esses acontecimentos, vai começar o segundo turno da eleição para o representante dos trabalhadores no Conselho de Administração (C.A) da Petrobrás. Os concorrentes: Silvio Sinedino, candidato da FNP; e José Maria Rangel, candidato da FUP. O candidato da FUP tem um irmão (Antonio Carlos Rangel) que saiu do mesmo sindicato (o Sindipetro-NF) direto para uma gerência na Petrobrás. Hoje, Antonio Rangel está com a carreira em plena ascensão, sendo assessor do Diretor Corporativo da Petrobrás, José Eduardo Dutra. Isso mostra um pouco do compromisso da FUP com a categoria.
Silvio Sinedino é engenheiro, atual presidente da Aepet, Conselheiro Eleito da Petros e foi diretor do Sindipetro-RJ. Silvio tem participado de todas as lutas da categoria nos últimos anos; temos tudo filmado e fotografado. Quem conhece Sinedino sabe da sua independência em relação à direção da Petrobrás e ao Governo Federal, bem como sabe do seu compromisso com os trabalhadores. Não temos nenhum problema pessoal contra o candidato da FUP, mas o histórico da FUP desmoraliza qualquer candidato que tenha seu apoio e reivindique ser representante dos trabalhadores no C.A.
Vote Silvio Sinedino e recomende aos companheiros!
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Petrobrás estuda modelo para refinarias do MA e CE
A Petrobrás busca nesse momento um novo modelo de negócio para colocar de pé as refinarias “premium” no Maranhão e Ceará, ainda em etapa de projeto. O que se encontra em fase de estudos é um modelo que garanta a remuneração do capital aportado nas refinarias por investidores privados, sem que a estatal seja, necessariamente, sócia do negócio.
Essa pode ser uma saída para as dificuldades financeiras que a estatal enfrenta. A empresa conversa com várias empresas. A Petrobrás planeja que a Premium I, no Maranhão, tenha capacidade de processar 600 mil barris de petróleo por dia, divididos em duas unidades de 300 mil barris, ou trens, no jargão do setor. Já a Premium II, que deve ser construída no Ceará, terá capacidade de processar 300 mil barris/dia.
Pelo modelo em negociação pela estatal, inédito no Brasil, o investidor terá garantia de compra dos combustíveis a preços internacionais. Assim, evitará o risco nada desprezível de utilizar recursos bilionários e, em seguida, arcar com prejuízos ao competir com a Petrobrás, uma empresa integrada de petróleo com grande poder de fogo no mercado.
As refinarias premium estão listadas entre os projetos em avaliação no plano de negócios da Petrobrás de 2013, que ainda não foi atualizado. O orçamento para as três unidades era de US$ 21,6 bilhões, o que corresponde a 73% dos investimentos de US$ 29,6 bilhões que estavam em análise.
Uma parcela dos combustíveis comercializados pela estatal no Brasil tem preços menores nas refinarias (os da bomba incluem impostos, margens de distribuição e o custo do etanol) do que os praticados no mercado internacional.
Esse é o principal inibidor de concorrência no setor, pois apesar da quebra do monopólio estatal em 1997, a Petrobrás tem poder dominante no país. Isso porque o modelo de captura do mercado interno perseguido pela estatal, orientado fortemente pelo governo com fins de controle da inflação, torna virtualmente impossível a existência de competidores no refino. Não por acaso as refinarias privadas construídas antes do monopólio quebraram.
Hoje, a Petrobrás tem prejuízo na parcela de gasolina e diesel que precisam ser importados para atender a crescente demanda do mercado interno. Sobre essa parcela, a estatal não consegue capturar ganhos com a utilização do seu próprio petróleo, que é produzido no país pela área de exploração e produção e “vendido” a preço internacional para a área de Abastecimento e refino.
Da forma como o modelo de refino privado está sendo pensado, explicaram fontes ao Valor, o risco de preço é nulo. Além de ter comprador para seus derivados, o investidor terá garantia de mercado. Para a Petrobrás, também existem benefícios. É melhor comprar os derivados aqui, processados a partir do seu próprio petróleo extraído no país, do que comprar no exterior, pagando custos de importação, frete e impostos para trazer os produtos para o Brasil.
O Valor apurou que o modelo em estudo prevê que o sócio pode apresentar seu próprio modelo de engenharia para o projeto. Vai vencer o que tiver o custo de construção mais barato.
No terceiro trimestre de 2013 foram importados cerca de 260 mil barris ao dia de óleo diesel vendidos com preço 15% menor que o de aquisição. Em todo o ano passado, a estatal pode ter acumulado prejuízo de R$ 5 bilhões, segundo cálculo do Centro Brasileiro de Infra Estrutura. Todos os indicadores mostram que o mercado brasileiro crescerá mais do que a capacidade de oferta de combustível pelas refinarias da Petrobrás, mesmo depois que a Rnest, em Pernambuco, e o Comperj (RJ) fiquem prontos. O primeiro trem da Rnest está previsto para entrar em produção em outubro e segundo ao longo de 2015.
Para o Comperj, a estimativa é que comece a operar em 2016. Apesar de ajudarem a reduzir o déficit da balança comercial de petróleo e combustíveis, as duas novas refinarias vão elevar a capacidade de refino mas não evitar que a estatal produza menos combustíveis do que o consumo interno.
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Produção de gás foi recorde em dezembro
A produção de gás natural no Brasil em dezembro de 2013 foi recorde, um volume de aproximadamente 81,6 MMm³/d (milhões de metros cúbicos por dia), superando a média de 80,0 MMm³/d de junho de 2013. O total produzido também apresentou crescimento de 7,1% frente a dezembro de 2012 e de 3,2% em relação ao mês anterior. A produção de petróleo no Brasil foi de aproximadamente 2,109 MMbbl/d (milhões de barris por dia), um aumento de em torno de 0,2% se comparada com o mesmo mês em 2012 e de 1,4% em relação ao mês anterior. A produção de petróleo e gás natural no Brasil foi de 2.622 Mboe/d (mil barris de óleo equivalente por dia). As informações são do Boletim da Produção da ANP.
Pré-sal
A produção do pré-sal foi recorde em dezembro, com 346,1 Mbbl/d de petróleo e 12,1 MMm³/d de gás natural, totalizando 422,1 Mboe/d, um aumento de 2,5 % em relação ao mês anterior. Esta produção foi oriunda de 28 poços dos campos de Baleia Azul, Caratinga e Barracuda, Jubarte, Linguado, Lula, Marlim, Voador, Marlim Leste, Pampo, Pirambu, Sapinhoá e Trilha.
Queima de gás
A queima de gás natural em dezembro ficou em torno de 4,3 MMm³/d, um aumento de aproximadamente 0,2% frente ao mesmo mês em 2012 e de 14,2% se comparada ao mês anterior. O aproveitamento de gás natural no mês foi de 94,7%. Na média do ano de 2013, o Brasil alcançou recorde na redução da queima de gás natural, com aproveitamento de 95,4% do volume produzido. Esses são o maior índice de aproveitamento e o menor volume anual de gás queimado desde a criação da ANP em 1998.
Campos produtores
O campo de Marlim Sul, na bacia de Campos, foi o de maior produção de petróleo, com uma média de 280,2 Mbbl/d (mil barris por dia). O campo de Lula, na bacia de Santos, foi o maior produtor de gás natural, com um volume de 6,3 MMm³/d.
Em torno de 91,9% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobrás. Aproximadamente 91,9% da produção de petróleo e 72,0% da produção de gás natural do Brasil foram explotados de campos marítimos. Os campos de Caboclinho (Bacia Potiguar), Cambacica (Recôncavo) e Tubarão Martelo (Campos), operados pelas empresas UTC, Petrobrás e OGX, respectivamente, iniciaram produção em dezembro.
A plataforma P-56, localizada no campo de Marlim Sul, produziu, através de nove poços a ela interligados, em torno de 145,2 Mboe/d e foi a unidade com maior produção. Os campos cujos contratos são de acumulações marginais produziram um total de 136,4 bbl/d de petróleo e 2,9 Mm³/d de gás natural. Dentre esses campos, Bom Lugar, operado pela Alvopetro, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, com 44,8 boe/d.
A produção procedente das bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração – TLDs das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) foi de 172,2 Mboe/d, sendo 140,7 Mbbl/d de petróleo e 5,1 MMm³/d de gás natural. Desse total, 3,7 Mboe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobrás, sendo 365 boe/d no Estado de Alagoas, 1.640 boe/d na Bahia, 46 boe/d no Espírito Santo, 1.390 boe/d no Rio Grande do Norte e 286 boe/d em Sergipe.
Outras informações
Em dezembro, 313 concessões, operadas por 25 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 82 são concessões marítimas e 233 terrestres. Vale ressaltar que, do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de TLD e outras oito são relativas a contratos de áreas contendo Acumulações Marginais.
O grau API médio do petróleo produzido no mês foi de aproximadamente 24,6°, sendo 10,7% da produção considerados óleo leve (>=31°API), 60,6% é óleo médio (>=22°API e <31°API) e 28,7%, óleo pesado (<22°API), de acordo com a classificação da Portaria ANP nº 09/2000.
A produção de petróleo e gás natural no Brasil foi oriunda de 8.994 poços, sendo 765 marítimos e 8.229 terrestres. O campo com o maior número de poços produtores foi Canto do Amaro, bacia de Potiguar, com 1.109 poços. Marlim foi o campo marítimo com maior número de poços produtores, 59 no total.1- Poços “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.
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Centrais decidem fazer ato unificado em todo o País no dia 9 de abril
Conscientes de que a Copa do Mundo e as eleições podem ter reflexos na luta pela pauta da classe trabalhadora, dirigentes da CUT e das demais centrais sindicais decidiram, nesta terça (4), ampliar o grande ato unificado marcado para 9 de abril, em São Paulo, para os estados.
Sob o lema “Trabalhadores unidos por mais direitos e qualidade de vida”, uma marcha seguirá até o vão livre do Masp, na Avenida Paulista, em defesa da agenda, entregue à presidenta Dilma Rousseff, em 2013, mas que pouco avançou.
Secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, destacou que a mobilização é fundamental para manter a negociação com o governo em um ano repleto de grandes eventos. Ele aponta também que os trabalhadores ainda aguardam uma resposta da presidenta sobre a solicitação de audiência que a Central fez em janeiro.
“O diálogo com a presidenta Dilma é importante porque, apesar de o ano ser marcado por Copa e eleições, não vamos permitir que nossa pauta fique sem negociação e avanços. Os trabalhadores querem a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, o fim do fator previdenciário, a regulamentação da convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) – que trata da negociação com os servidores públicos –, a reforma agrária. A presidenta tem dereceber as centrais e manter as mesas de negociação”, alertou.
As centrais também confirmaram que antes do dia 9 de abril promoverão mobilizações entre 15 de março e 8 de abril como forma de preparar para o ato unificado .As entidades também preparam uma nova versão da Agenda da Classe Trabalhadora, documento unitário que apresentaram em 2010 durante assembleia nacional no Pacaembu, e que será entregue aos candidatos às eleições deste ano.
Outro ponto citado por Nobre e que estará na mobilização do dia 9 é o Projeto de Lei 4330, que amplia a terceirização, prejudicando a classe trabalhadora,e está parado no Congresso Nacional. “Em relação ao 4330, queremos que pare de tramitar e seja retirado do Congresso Nacional, porque permite a terceirização sem freios e critérios. Houve suspensão da votação, mas nada garante que não entre em pauta no meio das eleições e, por isso, é um debate que queremos fazer também com o Congresso Nacional, porque havia o compromisso de ocorrerem negociações. Entendemos que a terceirização precisa ser regulada, porque existem 12 milhões de terceirizados/as que não têm direito nenhum, mas temos de ter negociação sobre outras bases”, afirma o secretário-geral da CUT.
Diálogo conjunto – Ainda segundo Sérgio Nobre, as centrais cobrarão que o diálogo envolva os parlamentares, além do governo, para evitar que as mesmas pautas sejam tratadas de maneiras diferentes nas Casas.
“A conversa com Dilma, para planejar as negociações do ano, deve também envolver Executivo e Legislativo, por serem poderes independentes. Isso faz com que muitas vezes o mesmo tema tramite nos dois espaços, sendo tratado de maneira diferente e sem que seja possível que os trabalhadores acompanhem o desenvolvimento do processo”, finalizou.
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Especialista em águas subterrâneas concede entrevista sobre o futuro dos aquíferos
Por Luciano Gallas
“As águas subterrâneas são um recurso pouco entendido e ainda pouco apreciado”. Afirmou, em entrevista especial ao sítio IHU On-Line, em 4/2/, o hidrogeólogo Ricardo Hirata. “Nos aquíferos é que se encontra reservada a maior parte da água do mundo — 97% das águas doces e líquidas do planeta”. Neles se encontra reservada a maior parte da água do mundo — 97% das águas doces e líquidas do planeta. Quando vemos problemas de estiagem, que serão agravados pelas mudanças climáticas, podemos supor que é no recurso subterrâneo que está a possibilidade de superação”, destaca o hidrogeólogo.
“O usuário não tem ideia dos custos de extração das águas e, sobretudo, de que problemas advindos da falta de controle afetam a sua extração. Ele está pagando mais pela água sem saber que muitas vezes é a irregularidade dos poços do seu vizinho que está provocando esse incremento de gastos. Isso ocorre também com grandes usuários, incluindo as companhias municipais de água. É um conflito não percebido pela população, que não tem ideia de causa e efeito nesse ambiente. Mesmo os técnicos do estado têm muitas vezes uma percepção bastante restrita desses problemas, ainda mais em áreas urbanas. As empresas, os condomínios e mesmo as concessionárias poderiam economizar muito se medidas simples, mas bem equacionadas, fossem implementadas em suas captações”, aponta o hidrogeólogo Ricardo Hirata.
O pesquisador lidera o Centro de Pesquisas de Água Subterrânea – CEPAS, instituição vinculada à Universidade de São Paulo – USP e que há mais de dez anos investiga os índices de nitrato em águas subterrâneas no estado de São Paulo. “O nitrato é o contaminante mais comum encontrado nas águas subterrâneas no Brasil e no resto do mundo”, enfatiza Hirata. As principais fontes de contaminação são o esgoto urbano, proveniente de fossas sépticas ou negras ou mesmo do vazamento das redes de saneamento que sofrem com a falta de manutenção, e o uso excessivo de fertilizantes nitrogenados no meio rural. As pesquisas do CEPAS vêm demonstrando aumento na concentração de nitrato nas águas subterrâneas, mesmo naquelas áreas em que há redes antigas de saneamento — o que é indicativo da existência de vazamentos nos canos de esgoto.
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COTAÇÃO DO PETRÓLEO
O barril Tipo Brent estava em US$ 105,78 nesta 4ª feira (05/02). Por seu lado o óleo leve negociado em Nova Iorque foi para US$ 97,19 o barril (Oil-Price.Net).
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