A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, garantiu que em 2014, após um período de fracas exportações e importações crescentes, o Brasil terá um “fluxo positivo de óleo cru”, ou seja, superávit comercial em relação a este produto.
O déficit verificado ultimamente tem afetado a balança comercial brasileira, bem como as contas da Petrobrás. No entanto, o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, pondera que para inverter a situação da balança comercial do país as exportações de petróleo bruto teriam que crescer em 50%, mas até agora esse crescimento gira em torno de 20%, apenas.
“O atual desempenho é apenas um retorno ao quadro de 2012, pois em 2013 houve impacto negativo de operações registradas em atraso”, contabiliza, acrescentando que, do lado da importação, as compras de petróleo bruto estão caindo apenas 1,7% este ano, “e teriam de cair muito mais para chegarmos aos 50% necessários para impactar a balança comercial do país”.
Com relação ao setor petróleo como um todo, certamente o país seguirá amargando déficit em 2014. A AEB, no entanto, projeta que este resultado negativo ficará entre US$ 12 bilhões e US$ 13 bilhões, uma redução de US$ 10 bilhões em relação a 2013, quando a conta petróleo e derivados apresentou déficit de US$ 22 bilhões. “A própria presidente da ANP disse que este ano as importações de gasolina devem subir 25%, aproximadamente, enquanto as de óleos combustíveis irão se expandir em cerca de 20%”, projeta, ratificando que o país está longe de ter superávit comercial no setor.