Pelas projeções da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), em vez de dosar a produção em função de uma estratégia de desenvolvimento, o Brasil, se não mudar de rumos, se tornará cada vez mais dependente da exportação de petróleo, que em breve assumirá a liderança na pauta das vendas ao exterior, superando o minério. Tal liderança, segundo a AEB, deve durar meio século. Isto porque, já em 2014, um déficit menor na conta petróleo deve garantir que a balança comercial do país como um todo não fique no vermelho.
“Ano passado a conta petróleo apresentou déficit de US$ 23,676 bilhões e agora cairia para US$ 15,967. Basicamente porque estamos prevendo aumento de 40% na exportação de petróleo bruto, que chegaria a 28 milhões de toneladas. Em 2013 foram 20 milhões”, contabiliza o presidente da AEB, José Augusto de Castro.
Já a exportação de combustíveis deverá crescer 25% em 2014, ante uma redução de 11% nas importações de petróleo bruto. No entanto, esse desempenho, teoricamente favorável às contas externas, se deve à estagnação da economia e não à substituição de importações. “É o quarto ano seguido de queda das exportações brasileiras como um todo. Se as projeções da Organização Mundial do Comércio (OMC) se confirmarem, nossa participação no comercio exterior cairá de 1,32% para 1,19%, patamar anterior a 2008”, lamenta Castro, ressalvando que a indústria do petróleo deve ser beneficiada com o aumento da produção.
Balança comercial em 2014
– Exportações > US$228,240 bilhões, queda de 5,8% em relação aos US$242,179 bilhões efetivados em 2013;
– Importações > US$227,605 bilhões, queda de 5,0% em relação aos US$239,621 bilhões realizados em 2013;
– Superávit > US$0,635 bilhões, queda de 75,2% em relação aosUS$2,558 bilhões gerados em 2013.
FONTE: AEB