O WWF-Brasil alerta que a exploração dos 72 blocos de exploração de gás de folhelho no Brasil (popularmente conhecido como gás de xisto) traz enormes riscos de impactos ambientais e sociais e ameaça de contaminação e uso excessivo nossas águas. Os blocos arrematados no Paraná e em São Paulo, pela Petrobrás e pela Petra Energia, estão sobrepostos aos aquíferos Serra Geral, Furnas, Bauru-Cauiá e Guarani. Esse último é reconhecido como uma das maiores reservas de água potável do mundo e se estende aos países vizinhos Argentina, Paraguai e Uruguai.
Na avaliação da secretária-geral da ONG no país, Maria Cecília de Brito, a contaminação de águas superficiais e subterrâneas está entre os principais impactos da exploração do gás de folhelho. — O Brasil tem aumentado investimentos em combustíveis fósseis, na contramão do necessário maior investimento em energias mais limpas e mais sustentáveis, como a solar, a eólica e a de biomassa— diz. O Ministério Público questiona a12ª Rodada de Leilões da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 28 de novembro de 2013. De acordo com o órgão, há exploração de gás de folhelho — uma rocha sedimentar —pode causar danos irreversíveis ao ambiente.
FONTE: Blog Verde/O Globo