Uma manifestação de petroleiros contra o leilão de Libra aconteceu na Av. Rio Branco no centro do Rio nesta 5ªfeira (17/10). Os manifestantes protestaram contra o leilão da área de Libra que ocorrerá na próxima segunda-feira (21/10) e o projeto de lei que amplia a possibilidade de terceirização de trabalhadores. O leilão de Libra é o primeiro que vai conceder áreas para exploração de petróleo e gás natural na região do pré-sal sob o regime de partilha de produção. A expectativa é que a produção seja de 1 milhão de barris por dia da área de Libra, a maior reserva de petróleo já descoberta no país.
Para assegurar a realização do leilão e proteger das manifestações, que vêm se intensificando nos últimos dias, o governo mandará a Força Nacional de Segurança à Barra da Tijuca, local do evento. Também deverá haver presença de integrantes do Exército.
Os líderes do Comitê Nacional de Defesa do Petróleo e Cidadania, criado para impedir o leilão das áreas do pré-sal, também apresentaram várias ações judiciais com o objetivo de evitar a realização do evento na segunda-feira.- Um dos principais argumentos é que a nova lei diz que áreas estratégicas devem ficar com a Petrobrás. E área estratégica é aquela de baixo risco e alta produtividade. Logo, Libra é uma área estratégica porque tem risco zero. O petróleo já está descoberto e é o maior campo do mundo – diz Fernando Siqueira, vice-presidente do Clube de Engenharia e da Associação de Engenheiros da Petrobrás.
A Agência Nacional de Petróleo (ANP), que é alvo da maioria das ações judiciais, informou que haverá plantão nos estados e também na sede para entrar com recursos contra possíveis decisões contrárias ao leilão.