Segundo matéria publicada no jornal Monitor Mercantil, a ampliação dos gastos públicos e os programas sociais ajudaram o Brasil a impedir o retorno das camadas mais vulneráveis da população à pobreza após o estouro da crise global de 2008. A avaliação consta do Relatório de Desenvolvimento Humano de 2014, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
De acordo com o documento, a política anticíclica (aumento de gastos públicos em momentos de baixo crescimento econômico), os programas de transferência de renda e a política de valorização do salário mínimo fizeram o consumo dos 40% mais pobres da população continuar a crescer em ritmo maior que a média da população.
Para o representante residente do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, a política adotada pelo Brasil de aumentar a resistência da população que ascendeu socialmente nos últimos anos a choques econômicos é um acerto.
“A crise financeira internacional criou sérios problemas para o Brasil, ameaçando a geração de empregos e o progresso social”, destacou.
Chediek acrescentou que a estratégia de aumentar gastos públicos para conter crises econômicas deveria ter sido seguida pelos países avançados: “Recomendamos a adoção de políticas anticíclicas em momentos de instabilidade econômica. A receita não foi seguida nos países desenvolvidos, que cortaram gastos e agravaram o desemprego e a vulnerabilidade da população”, comparou.
Segundo Andréa Bolzon, coordenadora do Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, a ajuda às populações mais pobres não se resumiu aos programas sociais. A ampliação do crédito e a valorização do mínimo ajudaram a manter a formalização do mercado de trabalho por meio do estímulo ao consumo interno.
FONTE: Monitor Mercantil