Setor Petróleo teme entrada de chinesas
O leilão de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, que será realizado no dia 21 de outubro, deve significar uma verdadeira “briga de gigantes”. Algumas das principais empresas petrolíferas de várias partes do mundo deverão participar, segundo executivos e é dada como quase certa a presença de estatais chinesas, como a Sinochem. Segundo um executivo do setor, ao mesmo tempo em que o apetite das chinesas pelo petróleo brasileiro é motivo de entusiasmo por significar fortes investimentos, por outro lado, preocupa. Esse executivo lembrou que, nos últimos tempos, gigantes chinesas como a Sinochem e a Sinopec têm adquirido participações em vários blocos exploratórios no Brasil vendidos pela Petrobrás.
– Como a Petrobrás vai ser a operadora com o mínimo de 30% dos blocos, começa a surgir preocupação entre algumas autoridades do governo de que as empresas chinesas arrematem sozinhas não só Libra agora, mas outros blocos futuros e dominem o mercado de petróleo brasileiro – disse o executivo, que prefere não se identificar.
Para alguns especialistas, como a Petrobrás está com dificuldades de caixa, os chineses poderão vir com uma proposta agressiva, oferecendo arcar com todos os gastos da estatal, para receber no futuro em óleo.
Fernando Villela, especialista em óleo e gás do escritório Siqueira Castro Advogados, acredita que o leilão de Libra será bastante disputado pelas gigantes petrolíferas, apesar de ainda existirem dúvidas quanto ao retorno dos investimentos.
– O leilão deve atrair o interesse de todas as gigantes petrolíferas, devido aos elevados investimentos e bônus de assinatura exigidos. E os chineses devem vir sim, já que o petróleo é uma questão estratégica para eles – disse Villela.
Luis Pacheco, do escritório Veirano Advogados, também acredita numa forte disputa de Libra, mas por um número pequeno de empresas que deverão vir em consórcios.
– Acredito que a disputa de Libra pelas chinesas será bastante acirrada. O leilão será muito concorrido – destacou Pacheco.
Libra está sendo cobiçada pelas gigantes mundiais, pois tem reservas estimadas entre 8 bilhões a 12 bilhões de barris de petróleo. A área será explorada pelo novo regime de partilha, na qual o óleo produzido é dividido com o governo federal. O bônus de assinatura foi fixado em R$ 15 bilhões. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) estima que o pico de produção pode chegar a 1 milhão de barris diários, metade da produção brasileira atual.
Hoje a ANP realiza os seminários técnico-ambiental e jurídico-fiscal para o leilão de Libra e amanhã termina o prazo para as empresas manifestarem o interesse no certame.
Governo se prepara para batalha jurídica
O governo federal deve preparar sua equipe de advogados para uma possível batalha judicial contra o leilão. O diretor do Instituto de Energia e Ambiente da USP e ex-diretor da Petrobrás Ildo Sauer disse que está preparando uma ação na Justiça contra a oferta, reunindo entidades como o Sindipetro-RJ e a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET).
Entre as petrolíferas esperadas na disputa de Libra estão as americanas Exxon e a Chevron, a anglo-holandesa Shell, a BP do Reino Unido, a francesa Total, a norueguesa Statoil e a malasiana Petronas, entre outras.
Em Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff voltou a destacar nesta segunda-feira que o leilão do campo de Libra vai gerar uma demanda entre 12 e 17 novas plataformas de petróleo para a Petrobrás. Dilma defendeu a participação crescente de empresas privadas junto ao crescimento da produção de óleo e gás do país. A presidente da Petrobrás, Graça Foster, por sua vez, voltou a enfatizar que a produção de óleo no Brasil deve alcançar 4 milhões de barris/dia em 2020.
– Com essa licitação do campo de Libra, que nós esperamos que tenha um potencial bastante expressivo, vamos ter, segundo a ANP, uma possibilidade de demanda entre 12 e 17 plataformas. Obviamente, ligado a essa questão de Libra, haverá demandas de várias outras indústrias.
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Seminário de oposição articula por aumento real e contra o leilão de Libra
A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) realizou neste sábado, 14 de setembro, o 1º Seminário de Oposições Petroleiras.
O palco do encontro foi a sede do Sindipetro-RJ e reuniu petroleiros dos mais diversos estados com um objetivo comum: derrotar as chapas fupistas nas próximas eleições para colocar os sindicatos – ainda sob controle da outra federação – de volta nos caminhos da luta, fortalecendo a construção de uma alternativa de luta para a categoria petroleira.
Estiveram presentes, além dos dirigentes dos sindicatos que formam a FNP, petroleiros de base de estados como Espírito Santo, além das oposições do Sindipetro Unificado (A Base Presente), Sindipetro Norte Fluminense (Oposição Unificada), Sindipetro Duque de Caxias e Sindipetro CE/PI. Representantes do grupo minoritário da atual direção do Sindipetro Bahia também marcaram presença.
O início do seminário contou com duas contribuições importantes: a palestra de Ronaldo Tedesco, conselheiro eleito da Petros, sobre Separação de Massas e Plano Petros 2; e a contribuição de Jardel Leal, supervisor do Dieese (RJ), ao debate sobre campanhas reivindicatórias. Aliás, reforçando o acerto político da rejeição em todas as bases da FNP à antecipação da inflação, o representante do DIEESE declarou estar contente por nossas bases não ter aceitado este engodo.
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Por onde anda o orgulho de ser brasileiro?
Por Fátima Lacerda
O povo brasileiro vai se sentir impotente e acuado, se a presidenta insistir no leilão. Sabemos que a palavra final é dela. Nessa hora se reconhecem os verdadeiros estadistas.
Por mais críticas que se faça ao governo Lula, é dele o mérito de resgatar o orgulho de ser brasileiro. Por mais que critiquemos o altíssimo custo cobrado do povo para trazer ao Brasil a Copa do Mundo e as Olimpíadas, no momento em que fomos escolhidos entre tantos países, confesso: deu um orgulho no peito.
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As dez empresas que mais lucram com as guerras
Por Marco Antonio Moreno
O Instituto de Investigação da Paz de Estocolmo (SIPRI) resume no seu anuário de 2013 as vendas mundiais de armas e serviços militares das cem maiores empresas de armamento e equipamento bélico para o ano de 2011. As vendas destas empresas atingiram 465.770 milhões de dólares em 2011, contra 411 milhões em 2010, o que representa um aumento de 14%.
Desde 2002, as vendas dessas empresas aumentaram cerca de 60%, confirmando que elas estão longe de sofrer os impactos da crise financeira que tem sacudido o mundo.
Destas cem empresas que o anuário do SIPRI analisa, as dez primeiras tiveram vendas de 233.540 milhões de dólares, isto é, cerca de 50% do total alcançado pelas Top Cem. Nenhum setor econômico cresceu tanto como a indústria de armamento, o que dá conta de um entusiasmo sem lógica pelas guerras.
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Coluna do Aposentado
Por Emídio Rebelo
Imposição
Mais uma ação nefasta estão querendo impor aos mantenedores-beneficiários da Fundação Petrobrás de Seguridade Social (Petros). Não bastassem as maldades já introduzidas, pretendem promover mudanças prejudiciais aos participantes do Fundo de Pensão. Os contribuintes/participantes da Entidade estão em sobressalto e intranquilos com as medidas propostas de “Separação de Massas”, linguajar próprio para confundir as pessoas. Naturalmente que os conselheiros eleitos que atuam de forma independente da patrocinadora e as entidades associativas dos participantes do Plano Petros, estão tomando as providências institucionais, jurídicas e políticas necessárias para barrar mais este ataque eivado de impropriedades.
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COTAÇÃO DO PETRÓLEO
O barril Tipo Brent estava em US$ 112,32 nesta 2ª feira (17/09). Por seu lado o óleo leve negociado em Nova Iorque foi para US$ 106,59 o barril (Oil-Price.Net).
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