Graça Foster descarta alta dos combustíveis já
O aumento de preços de combustíveis no curto prazo foi descartado pela presidente da Petrobrás, Graças Foster. Em audiência no Senado ela explicou que o tempo todo analisa o caixa da companhia. E, ao mesmo tempo está olhando a cotação do petróleo no mercado internacional e o cambio, que esse é um trabalho diário e constante.
— Trabalhamos sistematicamente na busca da economicidade da companhia, que nos faça poder ser cada vez mais ativos no negócio. Agora repito o que disse ontem à Bolsa, não há, no curto prazo, previsão de aumento no preço dos combustíveis — garantiu ela.
Durante a audiência, Graça evitou a se pronunciar diretamente se o leilão do campo de petróleo da camada de pré-sal de Libra, marcado para o dia 21 de outubro, deveria ser adiado, após denúncias de espionagem pelos Estados Unidos à empresa. No entanto, deixou subetendido que era contrária a possibilidade, porque a companhia tem todos os conhecimentos técnicos e operacionais para participar da licitação.
— Libra é desejo, decisão do governo que haja um leilão, a Petrobrás não tem nenhum poder. Libra não é uma descoberta comum, não é qualquer coisa — disse a presidenta da empresa.
Graça disse ainda que a Petrobrás não teria condições econômicas de participar sozinha no leilão, porque o bônus de assinatura de R$ 15 bilhões era muito alto para as condições econômicas e financeiras atuais da empresa.
Sem querer também, em momento nenhum, dizer se a Petrobrás vai participar do leilão, ela lembrou várias vezes durante a audiência pública na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Espionagem, do Senado realizada nesta quarta-feira, que foi a companhia que descobriu de Libra e fez a perfuração do campo de petróleo.
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Diretora da ANP fala em audiência do Senado
A diretora geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, estimou nesta terça-feira que, em 30 anos, o campo de Libra pode oferecer retorno de ao menos R$ 900 bilhões, sendo R$ 300 bilhões em royalties e R$ 600 bilhões em participação de óleo (parte da receita dividida com o governo) para a União. O prazo para participar do leilão da primeira área do pré-sal a ser oferecida pelo governo sob o novo regime de partilha, marcado para 21 de outubro, acaba hoje.
Segundo a diretora, até a tarde de terça-feira, 11 empresas haviam pago taxas – a inscrição custa R$ 2 milhões – e oficializado interesse. Mas, ao todo, 18 empresas compraram pacotes de dados sobre a área, a maior já ofertada no mundo, com 500 quilômetros quadrados e reservas estimadas entre oito bilhões e12 bilhões de barris.
– No nosso caso base, que não vamos divulgar, teríamos um número da ordem de R$ 900 bilhões em 30 anos. Isso é dinheiro para ninguém colocar defeito – disse Magda, que lembrou que também haverá recursos devidos ao recolhimento de Imposto de Renda.
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Plenária do petróleo tem que ser nosso no Sindipetro-RJ
Na 3ª feira(17/09) no Sindipetro-RJ foi realizada uma Plenária da Campanha “O Petróleo Tem Que Ser Nosso”. A reunião contou com militantes de várias entidades do movimento social do Rio de Janeiro como o Sindipetro-RJ, a AEPET, o Clube de Engenharia, a FIST e mais uma série organizações da sociedade civil e marcou uma pauta de mobilizações contra os leilões de Libra marcado para o dia 21 de Outubro. No dia do Aniversário da Petrobrás 3 de Outubro em que a empresa completa 60 anos estão agendados vários eventos em locais diferentes do Brasil, sendo que específicamente no Rio está marcado um show na Praça XV organizado por várias entidades que terá início às 15 horas para comemorar a data de fundação da maior empresa brasileira. Um almoço no Clube de Engenharia também faz parte da lembrança dos militantes e movimentos sociais para comemorar os 60 anos da Petrobrás. Em Brasília no Auditório Nereu Ramos também haverá uma solenidade no dia 3 de Outubro com a presença de Senadores como Roberto Requião, Pedro Simon entre outros parlamentares que se posicionam contra o leilão de Libra no Congresso Nacional, além de personalidades como o Professor Ildo Sauer,Fernando Siqueira, Paulo Metri e Leonardo Boff que são contra os leilões do petróleo.
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No país em que faltava emprego, falta trabalhador
Por Fernando Brito
A Presidenta Dilma Rousseff, em Porto Alegre, ao entregar a maior plataforma de petróleo já construída no Brasil, a P-55 da Petrobrás, falou da missão que recebeu de Lula de reerguer a indústria naval.
Pouca gente, talvez só os mais velhos como eu, se dá conta da importância da construção naval para o Brasil e, muito especialmente, para o Rio de Janeiro.
E não é exagero dizer que ela estava morta, em meados dos anos 90, após dez anos de crise. O fim da Docenave, frota mercante da Vale do Rio Doce e a política de encomendas no exterior que, até então, era seguida pela Petrobrás.
Uma indústria que chega a ser a segunda maior do mundo em tonelagem – em 1979, empregava 40 mil trabalhadores na construção de 50 embarcações – estava reduzida, por toda parte, a sucata, onde pouco mais de 5 mil trabalhadores atuavam, a maioria apenas em estaleiros de reparos.
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Reverter a entrega
Por Adriano Benayon
Artigo do Professor Adriano Benayon sobre o leilão de Libra em que ele faz uma análise fundamentada da luta em defesa da soberania nacional e contra as desnacionalizações da economia brasileira e a maneira de superar a dependência no desenvolvimento do Brasil.
Continuam entregando tudo. Quando se dará mais importância à realidade que ao discurso? Que se pode fazer para reverter o presente curso de destruição do Brasil? Certamente, não é coisa convencional.
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COTAÇÃO DO PETRÓLEO
O barril Tipo Brent estava em US$ 108,19 nesta 4ª feira (18/09). Por seu lado o óleo leve negociado em Nova Iorque foi para US$ 105,42 o barril (Oil-Price.Net).
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