Boletim AD

AEPET Direto 08/10/2013

Data da publicação: 08/10/2013

Manifesto em defesa do petróleo e contra os leilões do pré-sal

Em face das graves ameaças ao patrimônio público nacional, as entidades abaixo subscritas e demais interessados vêm MANIFESTAR sua desconformidade com a retomada dos leilões de áreas potencialmente petrolíferas do país, em especial do campo de Libra, pois o interesse da Pátria precisa, em definitivo, pairar acima de todo e qualquer problema circunstancial. Com a realização de leilões de áreas petrolíferas o Brasil abre mão da real propriedade da maior parte de riqueza para interesses externos. Esses recursos é que permitirão através de uma gestão soberana um desenvolvimento sustentado do País visando uma melhor e mais justa qualidade de vida em caráter permanente para todos nós.

Para isso, vimos pedir sua adesão ao COMITÊ NACIONAL DE DEFESA DO PETRÓLEO, DA SOBERANIA E DO FIM DOS LEILÕES. O Comitê está sendo criado hoje, neste ato comemorativo dos 60 anos de sucesso da Petrobrás. A sua primeira tarefa será apoiar o Projeto de Decreto Legislativo, em andamento no Congresso, para o cancelamento do Leilão do Campo de Libra, e engajamento na campanha de suspensão dos demais para defesa do petróleo do Brasil para os brasileiros”.
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Mensagem pública do presidente da OAB Cezar Britto

Recebi o convite-notícia do Ato Comemorativo do sexagésimo aniversário da PETROBRÁS e dos cinqüenta e dois anos da AEPET, bem assim da homenagem ao grande herói brasileiro brigadeiro Rui Moreira Lima, a ser realizado no dia 03 de outubro, na cidade do Rio de Janeiro.

Confirmei, de logo, a minha presença. É que o ato tem importância fundamental neste momento em que se pretende leiloar parte do petróleo que integra o inalienável patrimônio nacional. Nele, como cidadão, poderia externar o meu sagrado direito de denunciar, resistir e lutar para que as nossas riquezas estratégicas permaneçam à disposição exclusiva do povo brasileiro. Afinal, não posso concordar com perda da possibilidade de fazer o Brasil um país cada vez mais justo, igual e solidário. O que certamente ocorrerá se aceitarmos como “vantajosa” a transferência do nosso petróleo para a propriedade de empresas internacionais que têm no lucro fácil a razão de suas próprias existências. Soberania não rima com apatia no dicionário da resistência.

Entretanto, embora seja senhor das minhas convicções, não sou dono do meu tempo. Tampouco tenho poder de desafiar a lei da física. Infelizmente no mesmo dia em que fora designado o Ato, por agendamento anterior, terei que palestrar no I Congresso Nacional da ABRAP, na cidade de Fortaleza-CE. Não tinha como desmarcar a presença em um evento já divulgado em diversos instrumentos de comunicação.

Sei, no entanto, que esta será uma luta continua. E nela estou voluntária e permanentemente engajado. Afinal, não entregar as nossas riquezas era o grito de ontem, o brado forte do hoje e a vitoriosa sintonia do amanhã. Registro, para não perder a oportunidade, que o Ato também servirá de ânimo para que continuemos firmes na luta do brigadeiro para que a Anistia Política, de fato e de direito, seja uma realidade vivida e sentida pelos militares que ousaram resistir ao golpe que impôs ao Brasil uma tenebrosa ditadura. Por fim, reafirmar que o PETRÓLEO É NOSSO é o melhor presente que poderemos oferecer aos aniversariantes, ao homenageado e ao Brasil.
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Dilma em xeque: soberania ou privatizar Libra

Ex-diretor da Petrobrás e professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), Ildo Sauer cobrou que o Brasil precisa decidir se está do lado da regulação do ritmo da exploração do petróleo no mundo, “para manter o preço e usar essa riqueza para construir uma nova era, de mais justiça”, ou “entregar essa riqueza à exploração privada.” Sauer critica o leilão do Campo de Libra, marcado para dia 21.

Ao participar de evento comemorativo dos 60 anos da Petrobrás, nesta quinta-feira, no Clube de Engenharia, no Rio, Sauer lembrou que, em 1960, 84% das reservas mundiais de petróleo estavam nas mãos de sete multinacionais do setor. “Após a criação da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), os Estados nacionais passaram ao controle das reservas”, lembrou o engenheiro, acrescentando que, “no centenário da Petrobrás, não haverá petróleo, mas a empresa será ainda mais importante do que é atualmente para o Brasil”.

Guilherme Estrella, também ex-diretor da Petrobrás e que chefiava a exploração de gás e petróleo quando foi anunciada a descoberta do pré-sal, também criticou o leilão de Libra.

“Petróleo é soberania e há pelo menos 10 bilhões de barris em Libra. Quando descobrimos grandes quantidades de petróleo no Iraque, o governo de lá argumentou que, mesmo o Brasil sendo uma nação amiga, o controle daquelas reservas passaria ao Estado iraquiano. Dilma deve suspender o leilão e abrir o tema para discussão com a sociedade, que não foi ouvida neste tema tão estratégico”, defendeu.

O deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) defendeu que as reservas de Libra sejam “100% da Petrobrás”. O deputado, porém, a exemplo de Estrella, disse que o governo petista devolveu à estatal o seu papel estratégico no desenvolvimento do país.
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P-55 deixa o estaleiro em Rio Grande e segue rumo à Bacia de Campos

A plataforma P-55 saiu dia 6 de outubro, do Estaleiro Rio Grande 1 (ERG-1), localizado na cidade de Rio Grande (RS), após serem concluídos os serviços de integração dos módulos e comissionamento da plataforma, conclusão dos testes e inspeções para obtenção das certificações necessárias.

A semissubmersível P-55 está entre as 9 novas unidades que serão instaladas nos campos de petróleo em 2013, contribuindo para o aumento da produção de petróleo e o alcance da meta de produção de 2,75 milhões de barris por dia, prevista para 2017.

Com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo e tratar 4 milhões de metros cúbicos de gás por dia, a plataforma P-55 entrará em operação ainda em 2013 e é uma das maiores semissubmersíveis do mundo e a maior construída no Brasil.

Projeto integrante do Módulo 3 do Campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos, a P-55 ficará ancorada a uma profundidade de cerca de 1.800 metros e será ligada a 17 poços, sendo 11 produtores e seis injetores de água. A exportação de petróleo e gás natural da plataforma será realizada por dutos submarinos acoplados à unidade.
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Coluna do Aposentado
Por Emídio Rebelo Filho

Constituição

Há vinte e cinco anos, em cinco de outubro de 1988, fomos brindados pelos constituintes com a Constituição Cidadã, que nos garantiu o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias. Entretanto, os aposentados e pensionistas ainda não foram contemplados pela garantia da igualdade e continuam com a discriminação no reajuste de proventos.
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As opiniões expressas são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente as posições da AEPET.

COTAÇÃO DO PETRÓLEO

O barril Tipo Brent estava em US$ 109,46 nesta 2ª feira (07/10). Por seu lado o óleo leve negociado em Nova Iorque foi para US$ 103,84 o barril (Oil-Price.Net).

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