Dom de Deus ou coisa do Diabo
Por Carlos Lessa
Em recente entrevista, a presidente Dilma considerou a reação ao leilão de Libra uma “absurda xenofobia”. Isso me permite acusá-la de fraca e mentirosa, pois em 10 de abril de 2010 declarou, em pronunciamento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: “Não permitirei, se tiver forças para isso, que o patrimônio nacional, representado por suas riquezas naturais e suas empresas públicas, seja dilapidado e partido em pedaços”.
A entrega de 60% do campo de Libra às estatais chinesas e à Shell e Total reservou para a Petrobrás 40% (embora caiba sublinhar que pelo menos 31% de suas ações estão em posse de estrangeiros. As famílias Rothschild e Rockfeller já encarteiraram ações da Petrobrás e estão também por trás da Shell e Total). O pré-sal foi partido em pedaços e seu melhor campo entregue à propriedade estrangeira. Em tempo: para a “The Economist”, “simplesmente conseguir fazer o leilão é para ser comemorado”. A presidente entregou Libra.
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Serão 19 empresas habilitadas para a 12ª rodada da ANP
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) aceitou recurso interposto pela empresa Nova Petróleo S.A. – Exploração e Produção para participar da 12ª Rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo, marcada para os dias 28 e 29 deste mês, aumentando para 19 o número de empresas habilitadas.
A empresa havia tido sua habilitação negada pela Comissão Especial de Licitação, formada pela agência para este leilão, pela ausência de documentos exigidos em edital. A Nova Petróleo, agora, foi habilitada como “Operador C”, com experiência para exploração em terra.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 6, em reunião da comissão. Também ficou confirmada, nesta reunião, a habilitação da Companhia Paranaense de Energia (Copel), como “Não Operador”, e da Bayar Empreendimentos e Participações, como “Operador C”. As duas empresas precisaram apresentar novos documentos para que permanecessem habilitadas para o leilão.
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Cientistas alertam sobre os riscos da exploração do xisto
Estudiosos demonstram preocupação com a exploração de blocos exploratórios de xisto, que fará parte da 12ª Rodada de Licitações da Agência Nacional de Petróleo (ANP), marcada para este mês.
À frente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) a da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Bonciani Nader e Jacob Palis pedem em carta à presidenta Dilma a suspensão das licitações das áreas de gás de xisto na 12ª Rodada por um período suficiente para aprofundar os estudos realizados pelas instituições científicas e tecnológicas (ICTs) públicas do país. Querem ter certeza da real potencialidade da utilização da fratura hidráulica das rochas para obter o polêmico gás e também sobre os possíveis prejuízos ambientais provocados por sua exploração.
De acordo com a própria Agência Nacional de Petróleo (ANP), na 12ª. Rodada de Licitações serão leiloados 240 blocos exploratórios terrestres com potencial para gás natural em sete bacias sedimentares, localizados nos estados do Amazonas, Acre, Tocantins, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Maranhão, Paraná, São Paulo. A área totaliza 168.348,42 quilômetros quadrados. Do total dos blocos que vão a leilão, 110 estão em áreas de novas fronteiras nas bacias do Acre, Parecis, São Francisco, Paraná e Parnaíba e outros 130 nas bacias maduras do Recôncavo e de Sergipe-Alagoas. Em todas elas serão exigidas a exploração de gás convencional e não convencional, segundo texto sobre o edital publicado no site da agência.
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Câmara dos Deputados premia gestão transparente de recursos públicos
A Câmara entregou nesta terça-feira, em sessão solene, o prêmio “Transparência e Fiscalização Pública” ao procurador da República em São Paulo Aureo Marcus Makiyama Lopes e ao presidente da Tractebel Energia, Manoel Arlindo Zaroni Torres.
O prêmio, que existe desde 2003, é uma iniciativa da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle como forma de incentivar pessoas e entidades que se destacaram por práticas transparente de gestão e pela fiscalização administrativa, patrimonial e de recursos públicos.
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A polêmica fiscal
Por Paulo Passarinho
Já abordei neste espaço de opinião a curiosa e elucidativa posição dos candidatos à nova etapa de gerência do Brasil colônia, que estará em disputa eleitoral no ano que vem.
Trata-se na verdade de uma ironia. Brasil colônia é apenas uma forma de mostrar o destino que está reservado ao país, de acordo com as posições defendidas por uma elite econômica e política carcomida, desvinculada de qualquer projeto de natureza popular e de defesa da nossa soberania.
Dentre os candidatos à gerência do país – outra ironia, afinal presidente é o cargo máximo de países republicanos e independentes – Dilma Rousseff, a atual gerente, pleiteará a sua reeleição. Nesta condição, ela sofre pesada crítica dos demais possíveis candidatos. Para esses, a atual gerente estaria sendo leniente, frágil, na defesa do tripé macroeconômico dos juros altos, câmbio flutuante e superávit primário.
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COTAÇÃO DO PETRÓLEO
O barril Tipo Brent estava em US$ 105,24 nesta 5ª feira (07/11). Por seu lado o óleo leve negociado em Nova Iorque foi para US$ 94,80 o barril (Oil-Price.Net).
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