Notícia

Empresas reavaliam viabilidade da exploração do xisto

Data da publicação: 21/05/2014
Autor(es): Alex Prado

Empresas que adquiriram áreas para a exploração de óleo e gás não convencional, no final de 2013, deparam-se agora com as incertezas regulatórias e o alto custo e começam a reavaliar a viabilidade do negócio. Segundo o jornal Brasil Econômico, a Shell, por exemplo, retirou o segmento das suas prioridades.

A empresa Orteng, que fez testes na Bacia do São Francisco, em Minas Gerais, vai revisar seus planos depois que a ANP publicou regras para a atividade.

A tecnologia usada neste tipo de exploração enfrenta grande resistência de ambientalistas, acadêmicos e do Ministério Público, que chegou a propor a suspensão do leilão de 2013.

Segundo o vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, o Brasil não tem necessidade de buscar o não convencional, neste momento, pela complexidade e alto custo. E, principalmente, pelo risco ambiental envolvido.

“O gás de xisto é uma produção ainda perigosíssima. Ainda mais para o Brasil. Porque as reservas principais ficam debaixo do aqüíferos Guarani. Corre-se o risco de perfurar embaixo da maior reserva de água doce do mundo, que pertence a cinco países, não só ao Brasil (Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia) e com isso contaminar essa reserva. É uma coisa absurda. O mesmo acontece no aqüífero do Amazonas”, afirma Siqueira.