Fixar 40% para Libra é absurdo, afirma vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás
“Campo já descoberto, com perspectivas de reservas de 15 bilhões de barris, com risco zero é absurdo”, denuncia Fernando Siqueira
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou no Diário Oficial da União, dia 4 de julho, portaria sobre o contrato de partilha para o primeiro leilão no pré-sal, marcado para o dia 21 de outubro, em Libra na Bacia de Santos (RJ), fixando o percentual mínimo de óleo bruto destinado à União em 40%.
Para Fernando Siqueira, ex-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), atual vice-presidente da entidade e do Clube de Engenharia, a portaria atende à grita geral das petroleiras estrangeiras, inclusive de gerentes do Ministério de Minas e Energia, contra a proposta do deputado André Vargas, que introduziu no projeto do governo sobre os royalties para a Educação um adendo, aprovado pela Câmara, que fixava esse percentual mínimo em 60%. A média mundial é de 83%.
“Fixar 40% para Libra, um campo já descoberto, com perspectivas de reservas de 15 bilhões de barris, com risco zero é absurdo. Imagina o que acontecerá com os demais campos ainda não descobertos”, declarou Siqueira.