Em função de impasses, o Grupo de Trabalho (GT), encarregado estudar uma política de valorização e reconhecimento dos empregados aposentados da Petrobrás, fará nova reunião na terça-feira (28)
Na tarde desta terça-feira (21), no Edifício-Sede da Petrobrás, Centro do Rio, ocorreu a reunião do Grupo de Trabalho (GT), que integra representantes da Federação Nacional dos Petroleiros, Sindipetro-RJ, da Gerência de Recursos Humanos da Petrobrás e da Petros – Fundação Petrobrás de Seguridade Social.
Em 10/10/13, a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, formalizou a criação deste GT para estudar uma política de valorização e reconhecimento dos empregados aposentados da empresa. Este GT foi em função da ocupação dos aposentados no saguão do Edise, em 2/10/13.
O diretor do Sindipetro-RJ, Francisco Soriano, que esteve na reunião, avaliou como frustrante o encontro do GT com o RH da empresa, pois dos itens antes apresentados pela presidente da Petrobrás, por meio do ofício PRES-85/2013 (10/10/13) enviado ao Sindipetro-RJ, somente um foi posto em discussão: a questão dos níveis salariais.
“Para frustração nossa, o RH da Petrobrás disse que não iria mais discutir todos os itens, mas somente a questão de níveis que foram dados aos empregados da ativa ao longo dos anos e não foram dados para os aposentados”, destacou Soriano. E mais: o RH disse que iria discutir tal questão, sem ter apresentado propostas de critérios para esta questão de níveis.
Em função deste impasse, foi decidido transferir a reunião para a próxima terça-feira (28), no Edise.Soriano informou, ainda, que as atividades do GT, para gerar subsídios ao RH, foram concluídas. A única recomendação do GT foi que quem tivesse ações jurídica (transitada em julgado) de ganhos, automaticamente seria concedido um nível, sem procrastinações – agravos instrumentais, por exemplo. “O espírito do GT seria garantir aqueles direitos que foram tolhidos aos aposentados, foram dados aos empregados da ativa, para incentivar assinatura de Acordos Coletivos de Trabalho”.
O petroleiro Paulo Teixeira Brandão, que também participou da reunião, como representante da Fenaspe (Federação Nacional das Associações de Aposentados, Pensionistas e Anistiados do Sistema Petrobrás e Petros), lamentou a não amplitude das discussões
Bandão disse que as reuniões do GT foram encerradas e que o RH da empresa deveria ter resolvido as questões recomendadas nos encontros, o que não foi feito.
Ele resgatou que o GT foi resultado das manifestações realizadas pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) no Edifício-Sede da Petrobrás (Edise), o que levou a presidente da Petrobrás decidir pela análise da pauta de reivindicações dos petroleiros num grupo de trabalho que reuniu lideranças de petroleiros e representantes do RH da empresa e da Petros.
Brandão ressaltou que o GT não concluiu, nem de forma indicativa de solução política para as questões colocadas pela FNP. Assim, ele defende que a FNP deva retomar o convite de reunião com a presidente da Petrobrás, para mostrar que as conclusões apresentadas pelo GT não atendem às reivindicações da categoria.
Ele sublinhou que o certo seria o RH ter apresentado propostas para serem analisadas pelas lideranças da FNP.
O representante da Fenaspe defendeu que a FNP convide Graça Foster para uma nova reunião, pois as reivindicações que ela achou por bem serem tratadas politicamente não aconteceram. “O assunto deve voltar para a presidente da Petrobrás, e aquelas questões de possíveis negociações com RH deve ser aclaradas e conduzidas da melhor forma para atender às reivindicações dos aposentados e pensionistas no sistema Petros”.
Participaram da reunião, além dos representantes do RH da Petrobrás e da Petros, diversas lideranças de petroleiros: Clarkson Nascimento (FNP), Agnelson Camilo (FNP); os diretores do Sindipetro-RJ: Carlos Espinheira, Brayer Grudka, Roberto Ribeiro (Secretaria dos Aposentados), Paulo Moreira (Secretaria dos Aposentados), Reinhold Shopke (Secretaria dos Aposentados), entre outros.