Notícia

Recuo da base aliada sobre o leilão de Libra

Data da publicação: 17/10/2013

Por pressão de Dilma, líderes partidários recuam da suspensão do leilão de Libra

No apagar das luzes, e por pressão do governo Dilma Rousseff, líderes partidários recuam da decisão de colocar em regime de urgência, nesta 4ª feira (16), a discussão sobre a suspensão do leilão de Libra

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) denunciou, nesta quarta-feira (16), que os líderes partidários, na Câmara dos Deputados, recuaram da decisão de colocar em regime de urgência a discussão do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1.289/2013, que suspende o leilão de Libra. A matéria seria votada na tarde desta quarta-feira (16). Segundo o Ivan Valente, o recuo foi em função da pressão do governo Dilma Rousseff sobre a base aliada. “O governo pressionou e fez com que partidos da base retirassem as assinaturas em apoio”.

Os deputados que recuaram da decisão de suspender a entrega do pré-sal: Garotinho (PR), André Moura (PSC), Eduardo da Fonte (PP), Mendonça Júnior (PDT), Fernando Francischini (SDD) e Givaldo Carimbão (PROS).

Ivan destacou que seu partido (PSOL) é contra o leilão do petróleo do campo de Libra, na Bacia de Santos. Sublinhou, ainda, que havia entrado com ação na Justiça Federal e apresentado projeto na Câmara para a suspensão do leilão, previsto para o dia 21/10, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O parlamentar socialista, na tarde desta terça-feira (15), tinha conseguido assinaturas de lideranças partidárias na Câmara suficientes para votação da urgência do projeto que suspende o leilão, e que iria à votação nesta quarta-feira.

O parlamentar reafirmou que “o leilão configura-se em ato lesivo ao patrimônio público e aos interesses nacionais. (…) Nós não podemos aceitar que o Campo de Libra, uma riqueza no valor mínimo de 1 trilhão de dólares, vá parar na mão de estrangeiros”.